João Fábio Sommerfeld
Diariamente, o Codau registra a média de 40 a 60 reclamações de vazamentos de água. Já nos vazamentos de esgoto, a média é de até 50 reclamações por dia. Segundo o presidente da autarquia, José Luiz Alves, as equipes são as mesmas para o volume diário de ordens de serviços.
O presidente explica que os serviços maiores são priorizados, "pois eles acabam trazendo prejuízo maior. Mas no outro dia, quando poderia atender o vazamento menor, surge outra reclamação que apresenta um grande vazamento", ressalta José Luiz, acrescentando que a cidade tem mais de 200 anos e as tubulações podem estar comprometidas.
Em entrevista à Rádio JM, o prefeito Anderson Adauto manifestou a intenção de terceirizar os serviços hoje realizados pelo Codau. A medida, segundo ele, visa dar mais eficiência na solução de pequenos problemas como vazamentos na rede e recuperação de vias.
Ele quantifica que o Codau tem mais de 600 quilômetros de rede espalhados na cidade e o material está envelhecido. O presidente ainda ressalta que é necessário realizar as substituições das redes, sobretudo das derivações, que somam mais de 40 mil metros em tubos galvanizados. Estas podem estar desgastadas e comprometidas pelo tempo. "Precisamos fazer um processo de modernização. Atualmente, estamos atacando os grandes problemas no que tange ao abastecimento de água", observa.
José Luiz Alves lembra que a capacidade de tratamento das unidades existentes na cidade é de 900 litros por segundo, no entanto, a autarquia está investindo na construção da Unidade III. "Além disso, iremos reformar as outras unidades, com isso vamos ampliar a capacidade de tratamento para 1700 litros de água por segundo. Entretanto, é necessário ter o elemento fundamental, a água. Por isso, a construção da adutora de 35 quilômetros. Com isso, vamos ampliar a nossa capacidade de tratamento", ressalta.