MERCADO

Com procura estável, preço dos remédios recua em Uberaba

Rafaella Massa
Publicado em 09/03/2023 às 09:13
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Remédios em Uberaba (Foto/Ilustrativa/Arquivo JM)

Preço dos remédios recuou 2,66% em janeiro em todo o país, conforme a empresa especializada em tabelamento de preços Precifica. A realidade atinge Uberaba e o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e diretor do Sindicato de Farmacêuticos, Fernando Xavier, explica que este é um reflexo da normalização dos estoques de matéria-prima e da procura por medicamentos.   

Segundo Fernando Xavier, quando o panorama atual é colocado em contraste com o cenário vivenciado no final de 2021, no auge da pandemia, pode parecer que os preços da tabela tiveram redução. No entanto, a realidade é que, naquela época, vários produtos sumiram das prateleiras, o que gerou um aumento no preço. 

“Não tinha matéria-prima, então a mercadoria sumiu. A procura estava maior do que a demanda. Então, os fabricantes tiraram o desconto. Não aumentou o preço. Os fabricantes, geralmente, dão desconto, mas como não estava encontrando [matéria-prima], eles tiraram o desconto. Agora, como normalizou [a procura] e a matéria-prima já está organizada, já voltou a ter o produto, os concorrentes já estão abastecidos, em janeiro eles voltaram o desconto”, explicou o presidente da CDL. 

Fernando Xavier reforça que o medicamento é tabelado pelo governo, com um aumento anual. As agências reguladoras controlam desde o preço da fabricação dos medicamentos, conhecido como Preço Fábrica (PF), até o Preço Máximo ao Consumidor (PMC). Ou seja, o preço vendido para o consumidor final.

O modelo de precificação atual está previsto na Orientação Interpretativa nº 2, de 13 de novembro de 2006, da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Importante lembrar que o Preço Fábrica é publicado por alíquota, pois cada Estado tem a sua alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 

Dengue. Mesmo com o aumento nos casos de dengue, Xavier explica não haver um aumento exorbitante na procura por remédio em Uberaba. A maior procura está focada nos medicamentos de combate a esta doença, implicando no maior consumo de anti-inflamatórios, analgésicos, anti-térmicos, entre outras. 

“Esses estão aumentando [a venda] conforme aumentam os casos de dengue. Mas não dá para falar que estão comprando medicamento em excesso. Isso só teve na pandemia, quando o pessoal comprou com medo de faltar, para se proteger. Então, essa é a realidade de Uberaba também, o pessoal está utilizando medicamento como sempre usou”, afirma.

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