Com a previsão de novas variações em virtude do reajuste, Procon deve realizar, semana que vem, mais uma pesquisa sobre o preço do gás
Com a previsão de novas variações em virtude do reajuste, o Procon deve realizar, na próxima semana, mais uma pesquisa sobre o preço do gás de cozinha. Nesta semana foi divulgado levantamento feito em 23 estabelecimentos, e houve uma variação de até 30% entre um revendedor e outro, com preços praticados entre R$50 e R$65. Contudo, conforme relatado pelos comerciantes aos fiscais, o valor pode ser maior nas próximas semanas; por isso, um novo levantamento será realizado.
O principal objetivo da pesquisa já realizada é auxiliar o consumidor na busca do produto mais em conta na cidade. “Já estávamos acompanhando as informações de que teria aumento no preço do gás de cozinha, inclusive com índices abusivos e, por isso, realizamos a pesquisa como forma de orientação. Em todas as empresas que visitamos, o preço está mais alto, porém, dentro do reajuste anunciado. Nenhum estabelecimento está cobrando além e a variação encontrada foi de 23%”, relatou a chefe da Seção de Fiscalização e Pesquisa do órgão, Musa Cruz Ferreira.
Contudo, na semana que vem um novo levantamento será realizado. “Vários proprietários nos disseram que pode ocorrer, nos próximos dias, um novo aumento e vamos acompanhar isso também, pois este é um produto essencial, impossível de deixar de comprar”, ressaltou Musa Cruz.
Quanto aos novos valores que podem ser praticados pelos estabelecimentos, o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás em Uberaba, Abel Ricardo da Silva, explica que nem todos os estabelecimentos estão aplicando o reajuste de 23%. “As revendedoras estão fornecendo o produto aos empresários com esse reajuste, porém, na expectativa de que haja nova negociação, de conseguir preços mais baixos com o fornecedor, alguns não aplicaram esse índice. Contudo, será impossível manter o mesmo valor por muito tempo. Por isso, realmente, nos próximos dias o consumidor pode encontrar valores mais altos”, informou Abel, enfatizando que os comerciantes não esperavam um reajuste deste tamanho, sendo impossível não repassá-lo para o consumidor.