Comerciantes próximo ao Terminal Rodoviário pedem ajuda do poder público para retirada de andarilhos. O problema é antig os moradores de rua percorrem a região, pedem dinheiro e se abrigam em cantos, debaixo de árvores ou marquises dos estabelecimentos, gerando incômodos às pessoas.
Millena Borges é funcionária de uma das empresas instaladas próximas ao terminal e, de acordo com ela, todos se sentem de mão atadas, sem saber o que fazer para pôr um fim neste incômodo. “Ficam o dia todo pelos cantos, abordam as pessoas, pedem dinheiro para vigiar o carro, e muitos cedem com medo que façam o pior, de agressão, ou que seja roubado”, explica.
Millena diz que compreende as dificuldades do poder público quanto aos andarilhos, que não é possível obrigá-los a sair do local, já que os mesmos precisam aceitar o transporte de forma espontânea. Porém, por outro lado, ela aponta que a prefeitura poderia ajudar em alternativas para que saiam, voltem ao local de origem, pois muitos estão nesta região porque chegaram de ônibus em Uberaba, vindos de outra cidade, sem ter o que fazer no município. “Sempre chamamos a ronda social e nos atendem, mas nem todos querem ir. Aqueles que aceitam a ajuda voltam em poucos dias, porque o tempo máximo no albergue é de três dias”, diz.