Comerciantes e consumidores das imediações da rua Presidente Vargas e rua Artur Machado reclamam que motoristas que estacionam em um ponto de táxi desativado na primeira rua para fazer compras no comércio local são cotidianamente multados e guinchados. O problema se repete também em outras vias da cidade, onde taxistas não utilizam mais os pontos, mas os demais motoristas continuam impedidos de estacionar.
O comerciante Zenone Reis trabalha bem em frente do ponto de táxi desativado da Presidente Vargas e conta que, embora haja placa permitindo o estacionamento para o serviço, há cerca de três anos nenhum táxi utiliza o local. “Os carros que param aqui por falta de estacionamento e porque nenhum táxi utiliza as vagas são multados e guinchados. Tem placa sinalizando, mas, se um cliente compra na loja e precisa de táxi, nunca tem. Na avenida Fidélis Reis também, quase em frente dos Correios, acontece a mesma coisa, estão guinchando os carros por lá, embora nunca pare nenhum táxi. Acontece que esses donos de táxi alugaram as placas para cooperativas, então nem ficam em pontos mais, basta ligar no 0800 e chamar”, reclama Reis.
De acordo com o secretário de Trânsito e Transportes (Settrans), Emmanuel Kappel, os permissionários mais antigos, como os da rua Presidente Vargas, feitos através de decreto, serão acionados para ver se ainda têm interesse em utilizar o local. “Como existe decreto para eles, a mudança não pode ocorrer sem este trâmite legal. Se eles não tiverem mais interesse, a mudança legal será feita e, posteriormente, o local será sinalizado conforme as regras de trânsito”, afirma.
Em relação ao ponto da avenida Fidélis Reis com a rua Governador Valadares, assim como a continuidade do ponto de táxi localizado na avenida Leopoldino de Oliveira, em frente do Banco Mercantil, o secretário esclarece que está sendo realizada uma análise em razão da implantação do sistema de transporte público BRT na avenida Leopoldino. “Existe a possibilidade de os dois se unirem. Assim, em relação a estes dois, é preciso aguardar o estudo que está sendo feito de acordo com o projeto a ser implantado na avenida”, completa Kappel.