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Hortifrúti estragado em supermercado de Uberaba acende alerta da Vigilância Sanitária

Órgão informa que estabelecimentos podem ser notificados, autuados e até interditados em caso de risco à saúde

Débora Meira
Publicado em 12/05/2026 às 17:15Atualizado em 12/05/2026 às 19:06
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Frutas e verduras comercializadas em supermercados de Uberaba têm sido alvo de questionamentos por parte de consumidores. Uma ouvinte procurou a reportagem do Jornal da Manhã relatando que encontrou hortifrutis com aparência deteriorada, odor forte e aspecto incompatível com produtos frescos em alguns estabelecimentos da cidade. Questionada, a Vigilância Sanitária informou que a fiscalização ocorre por meio de inspeções sanitárias de rotina ou em atendimento a denúncias, com verificação das condições higiênico-sanitárias dos produtos e do ambiente de comercialização. 

Segundo a denunciante, situações semelhantes seriam frequentes e já teriam sido comunicadas aos próprios supermercados. “Já falei com funcionários e me disseram que iriam trocar as frutas, mas continua acontecendo. A aparência não era de produto fresco”, relata. 

A consumidora também afirmou ter tentado contato com órgãos responsáveis pela fiscalização, sem sucesso. “Tentei ligar na Vigilância Sanitária, mas ninguém atendeu”, acrescenta. 

Para esclarecer a situação, a Vigilância Sanitária explicou que durante as inspeções são avaliados critérios como armazenamento adequado, temperatura quando aplicável, presença de produtos deteriorados, higiene das bancadas e equipamentos, controle de pragas, manipulação dos alimentos pelos funcionários e as condições gerais de conservação. 

O órgão esclareceu ainda que existe protocolo específico para situações em que produtos impróprios para consumo são identificados.  "Os produtos com sinais de deterioração, mofo, presença de insetos, larvas, odores alterados ou qualquer condição que represente risco à saúde são segregados e podem ser apreendidos e inutilizados, mediante lavratura dos documentos sanitários cabíveis, como termo de apreensão e inutilização”, pontua em nota.  

Além disso, as irregularidades são registradas em relatório de inspeção e o estabelecimento pode receber Termo de Obrigações a Cumprir (TOC), com prazos para adequação. 

Quando constatadas irregularidades, a Vigilância Sanitária informa que as medidas adotadas variam conforme a gravidade da situação e podem incluir orientação técnica, notificação, autuação, apreensão de produtos, aplicação de penalidades e até interdição parcial ou total do estabelecimento em casos de risco iminente à saúde pública. “O estabelecimento permanece sujeito a novas inspeções para verificação do cumprimento das adequações exigidas”, ressalta.  

O órgão reforça que denúncias podem ser feitas pelos telefones 3331-2757 e 0800 942 3160. Sobre possíveis falhas no atendimento, a Vigilância Sanitária informou que não houve instabilidade recente nos canais oficiais.

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