CIDADE

Comerciantes se posicionam contra revitalização que amplia calçadão

Prefeitura, por meio da Secretaria de Planejamento, realizou no anfiteatro da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba reunião com os comerciantes do centro

Geórgia Santos
Publicado em 22/10/2011 às 22:33Atualizado em 19/12/2022 às 21:44
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Prefeitura de Uberaba, por meio da Secretaria de Planejamento, realizou no anfiteatro da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu) reunião com os comerciantes do centro para discutir o projeto de revitalização. Entretanto, grande parte se posicionou contra a reforma. De acordo com um dos comerciantes, Joabe Vieira de Queiroz, eles não são favoráveis às mudanças, pois poucas pessoas se interessam pelo assunto e ainda as que vão às reuniões são bastante resistentes.

O projeto inclui ampliação do calçadão da rua Artur Machado até a praça da Concha Acústica, além da padronização de fachadas e vitrines, bem como intervenções paisagísticas em locais como a praça da igreja Santa Rita e do Mercado Municipal. Trata-se de projeto que prevê mudanças durante três anos, começando em 2012 até 2014.

“É um projeto macro, abrange todo o centro da cidade, nos foram apresentadas as condições futuras de uma nova proposta comercial e o novo shopping que está vindo para Uberaba, por isto, nós, comerciantes do centro, precisamos de uma reforma, e essa é a proposta do prefeito Anderson Adauto, mas a maioria que estava na reunião não é favorável ao projeto, principalmente sobre a ampliação do calçadão, somente para circulação de pedestre”, explica o comerciante, ressaltando que a Prefeitura está aberta a discussões.

O chefe do Executivo avalia que o novo empreendimento comercial, que será construído em até dois anos e meio, terá um impacto positivo para a cidade. Por isso, juntamente com o projeto de mobilidade urbana, foi necessário repensar o centro da cidade, para que os comerciantes não sofram interferência do novo shopping. “Ele ficará próximo ao terminal de ônibus e facilitará o acesso dos consumidores. O empreendimento será grande. Não queremos que os empresários do centro fiquem prejudicados. Por isso, o motivo da reunião”, ressaltou.

Além disso, Anderson revelou aos comerciantes que está descartada a possibilidade de que a Prefeitura faça os bolsões de estacionamento a partir da ampliação do calçadão. “O prefeito disse que isto deve ser feito pela iniciativa privada. Se é o comerciante que está explorando o local, ele mesmo tem de preocupar com o estacionamento e criar condições para que o cliente venha. Os bolsões, segundo Anderson, fazem parte do passado”, explica Joabe.

Os comerciantes aproveitaram a oportunidade para questionar o prefeito sobre a possibilidade de rever a lei que determina que o serviço de carga e descarga seja feito somente durante a noite. Segundo o comerciante, é difícil entender esta determinação, pois as vagas para este serviço agora servem de estacionamento de carros e não são rotativas. “Se fossem criados mecanismos onde fosse possível, por meio de veículos leves, fazer o serviço de embarque e desembarque, a gente entende que estaríamos na mesma condição que as pessoas que estacionam o veículo às 6h e só saem às 19h. Quando vemos esses veículos parados ocupando uma vaga em que poderíamos descarregar a mercadoria nos sentimos no direito de pedir a mudança, pois também somos contribuintes”, afirma o comerciante.

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