Estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) revela que 2016 foi o pior ano para o comércio varejista no país
Estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) revela que 2016 foi o pior ano para o comércio varejista no país. O setor bateu recordes de fechamento de lojas, demissões e queda nas vendas.
O levantamento aponta que entre aberturas e fechamentos 108,7 mil lojas formais fecharam as portas no ano passado e 182 mil trabalhadores foram demitidos descontadas as admissões no período. Em 2016, os resultados negativos foram superados pelo ano anterior, tanto na quantidade de lojas desativadas como em vagas fechadas. Em dois anos, o comércio encolheu em mais de 200 mil lojas e quase 360 mil empregos diretos.
Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Uberaba (CDL), Fúlvio Ferreira, é preciso uma reforma urgente na legislação tributária e trabalhista do país. “As pequenas e microempresas são tratadas como se fossem grandes empresas e isso onera o empresário, deixando-o com a ‘corda no pescoço’, sobrevivendo no mercado. A realidade da pequena empresa é de um a dois funcionários, mas a responsabilidade fiscal e trabalhista é gigantesca, como se fossem cem, duzentos ou quinhentos empregados. Nós precisamos de ter uma legislação diferenciada também no quesito de todas as fiscalizações, por exemplo a sanitária”, enfatiza Fúlvio.
De acordo com o economista da CNC, Fábio Bentes, foram três recordes negativos em 2016, segundo o estudo feito a partir de dados das empresas informantes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O tombo nas vendas até novembro, o último dado disponível do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, foi de 8,8% no ano e de 9,1% em 12 meses para o comércio ampliado, que inclui veículos e materiais de construção.