INVESTIMENTOS

Confira dicas e sugestões da Polícia Civil para a segurança rural em Uberaba

Luiz Henrique Cruvinel
Publicado em 06/02/2023 às 10:30
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Viatura da Polícia Civil de Minas Gerais (Foto/Ilustrativa/Divulgação)

Viatura da Polícia Civil de Minas Gerais (Foto/Ilustrativa/Divulgação)

Os crimes na zona rural estão cada vez mais qualificados e engenhosos. Para o combate das organizações criminosas, é necessário que haja comunicação direta, clara e eficaz entre as forças de segurança, mas, também, que o produtor saiba da importância de investir em equipamentos de monitoramento e proteção. A avaliação é do titular da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais em Uberaba, Tiago Cruz Ferreira.

De acordo com o delegado, em entrevista à Rádio JM nesta segunda-feira (6), é preciso mudar a mentalidade e a cultura de monitoramento dos produtores rurais. Em visitas preventivas e orientativas, foi percebido que 95% dos fazendeiros têm condições, mas não investem o suficiente na segurança das áreas e da região. 

“O produtor tem que ter em mente que não vive na Suíça, na França, na Inglaterra. Aqui, infelizmente, o crime tem atuação na zona rural. E, hoje em dia, a fazenda não é fazenda, é uma empresa, eles [produtores] movimentam milhões. Sempre orientamos sobre a possibilidade de tirar 1%, 2%, 5%, para investir em segurança pública. Fomos em uma fazenda que o homem não tinha porteira. O homem está no meio do mato, sem testemunha, sem câmera, sem alarme, em situação difícil. Aí fica difícil até para recuperar a carga furtada”, revelou o delegado.

Como sugestão, Tiago Cruz diz que é importante que sejam instaladas cercas corretas, porteiras, galpões trancados e câmeras de segurança. O que pode ser mais eficiente, inclusive, é se três, quatro produtores da mesma região procurarem uma empresa de segurança e solicitarem um monitoramento da região como um todo. “Se o produtor auxiliar a gente com investimentos simples, não precisa de muito dinheiro. É preciso fazer uma porteira, um galpão, colocar um alarme. Até para o pequeno produtor. Às vezes junta uma, duas, três fazendas, e faz um circuito de câmeras”, orienta.

Além disso, o delegado coloca a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais à disposição dos produtores que quiserem um entendimento mais claro do que pode ser instalado nas áreas.

Outra dica importante é sobre a presença de veículos e pessoas suspeitas na região rural. Caso sejam identificados movimentos incomuns, de carros que não costumam rondar as áreas e de pessoas não identificadas vistoriando fazendas, é preciso acionar a Polícia Militar, que iniciará a operação. “Nós trocamos informações diretamente com a patrulha rural, do 67º Batalhão. Em uma ocorrência, conseguimos recuperar uma caminhonete e realizar a prisão de quatro autores, tudo de forma conjunta. São dicas para segurança e para que o produtor comece a prestar atenção”, pondera Tiago.

Questionado, o delegado também esclareceu que a unidade demanda alguns equipamentos diferenciados, como drones. Contudo, a delegacia recém inaugurada já conta com um espaço exclusivo para ação da Inteligência. Os servidores da Polícia Civil também receberam qualificação em cursos sobre investigação de crimes, desde furto e roubo até lavagem de dinheiro.

“Buscamos agora retirar os bens dos criminosos obtidos de forma ilícita. Tem investigações que identificamos que há vários milhões de reais obtidos pela organização por meio de furto e roubo de defensivos, tratores. Estamos cada dia mais qualificados para combater esses crimes mais organizados”, finaliza o delegado.

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