Confusão na emissão de habite-se de 200 unidades habitacionais do Jardim Itália 2 impede o acesso de mutuários às moradias
Foto/Mutuário do Jardim Itália
Confusão na emissão de habite-se de 200 unidades habitacionais do Jardim Itália 2 impede o acesso de mutuários às moradias, que já estão prontas e com entrega atrasada. De acordo com o encanador Alberto Valeriano Silva, as casas deveriam ser entregues em um prazo máximo de dois anos, conforme o contrato. Esse período já ultrapassou e os mutuários ainda esperam pela liberação. Muitos vivem de aluguel e estão ansiosos pela casa própria. A construtora informou que a Prefeitura ainda não liberou o habite-se, requerido no início de março, há mais de 100 dias. A Prefeitura, por sua vez, diz que o protocolo é de junho.
Enquanto não se resolve a questão do habite-se, os mutuários ficam à espera. “Em 2013, na reunião que tivemos na Cohagra, a informação repassada era de que em um ano as casas estariam prontas e o prazo poderia ser prorrogado por mais 12 meses. Assinamos o contrato em maio de 2013, por isso, o prazo de entrega já está esgotado em todas as situações. Visitei o bairro recentemente, as casas estão prontas há um ano, mas sempre há uma justificativa, uma pendência que impede que a construtora faça a entrega”, explica o encanador.
Segundo Alberto, a primeira justificativa da empresa para o atraso era por conta do Codau, que ainda não tinha finalizado a obra. Passaram alguns dias e o serviço da autarquia foi concluído. Depois, o problema foi com a Cemig, que precisava instalar onze postes, que já foram colocados. “Não vejo mais motivos para não entregar o habite-se; enquanto isso, pagamos por taxa de construção, que é cara. Poderíamos estar na casa nova, pagando as mensalidades”, explica Alberto. Ele ressalta que ainda paga aluguel.
Outra mutuária, a promotora de vendas Andressa Cristina Araújo Costa, também está indignada com a situação. De acordo com ela, foi formado um grupo de 60 pessoas que esperam pela entrega das residências, “e a construtora sempre prorroga o prazo de liberação. Enquanto isso, as casas enchem de mato, sujeira e várias delas foram invadidas por ladrões”, afirma.
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