Construção civil não prevê melhoras para o setor em 2016. Assim como outras áreas, a construção civil também vive período de crise financeira e está num momento de “stand by”, em que a maioria dos empresários está parada, sem se arriscar, esperando pelo que vai acontecer.
Contudo, o presidente do Sinduscon, Roberto Veludo, revela que os grandes grupos de loteamento começam a retomar os negócios em Uberaba, com a compra de áreas. “Para estes grupos existe uma perspectiva boa para o futuro, visto que já retomaram as negociações comprando terrenos. Porém, de forma geral, o ano termina como está, sem avanços, e ainda esperamos que o primeiro semestre de 2016 seja ainda pior do que foi em 2015”, afirma Roberto.
O presidente do Sinduscon explica que normalmente, para o setor, os primeiros meses do ano não são bons, devido às despesas de fim de ano e logo depois o carnaval, e agora, com a crise, a situação se agrava ainda mais. Além disso, não há perspectivas boas na questão habitacional. “A terceira etapa do programa Minha Casa Minha Vida, que seria lançada este ano, provavelmente também não acontecerá no primeiro semestre de 2012”, diz.
Roberto destaca ainda que a falta de credibilidade da presidente da República, Dilma Rousseff, influencia bastante nas decisões, por isso muitos empresários não se arriscam. “Dentro desta situação, em todo o país, prevemos que 2016 será um ano igual ou pior que 2015; se acontecer melhoras, somente a partir do ano de 2017, se houver mudança no cenário político”, finaliza Roberto Veludo.