CIDADE

Consumidores enfrentam filas para comprar o gás de cozinha

Com a chegada do gás, consumidores formaram filas em revendedoras. Com a greve dos caminhoneiros, assim como a gasolina e o etanol, também foi registrada a ausência de gás

Geórgia Santos
Publicado em 02/06/2018 às 07:50Atualizado em 17/12/2022 às 10:14
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Sandro Neves

Filas se formaram ontem diante de depósitos na cidade, que, logo após receberem carregamentos, acabam ficando sem o produto novamente em virtude da demanda

Consumidores formaram filas em revendedoras de gás com a chegada do produto. Com a greve dos caminhoneiros, assim como a gasolina e o etanol, também foi registrada a ausência de gás, sobretudo de cozinha. As entregas ficaram suspensas por um período e muitos consumidores não conseguiram comprar o produto pela falta no mercado. Desde o início da semana o fornecimento começou a ser restabelecido e a busca pelo gás está intensa nas revendedoras.

De acordo com o comerciante Lourival Ferreira da Costa, na sua loja o abastecimento de gás está retomando aos poucos. No início da semana chegaram botijões e no mesmo dia acabou. E diariamente a situação vem se repetindo em Uberaba. As revendedoras são abastecidas e em poucas horas o gás de cozinha acaba. “Trabalhamos no feriado e, por volta de 11h, dispensei os funcionários porque o gás já tinha acabado. Chegou uma nova carga no fim do dia, mas, como era feriado, estávamos fechados. Ontem abrimos o estabelecimento e teve fila, o gás acabou pela manhã”, revela o comerciante.

Lourival conta que está neste ramo há 35 anos e, de acordo com ele, essa é a terceira crise no setor que enfrenta. “Neste momento estamos recebendo produtos todos os dias e acredito que, em cerca de 10 dias, a situação se normalize. Esse movimento todo é porque foram vários dias sem gás”, explica o empresário, ressaltando que as entregas que estão sendo realizadas são apenas de gás de cozinha, o industrial deve chegar na semana que vem.

Com relação aos preços, o comerciante alerta a população sobre os valores praticados no mercado. Segundo ele, o preço correto é de, no máximo, R$75, caso o revendedor ainda não tenha repassado no gás o aumento do frete. “Se estiver mais caro, questione o estabelecimento. Fique atento. Além disso, quero também tranquilizar a população de que não é necessário fazer estoque, pois logo tudo volta ao normal”, destaca o empresário.

Diante desta situação, é interessante que o consumidor entre em contato com o estabelecimento antes de ir ao local, para ter certeza que possui gás, e se não tiver, se informe sobre quando deve ser abastecido. Com relação às entregas em residências, algumas suspenderam o serviço, por conta da demanda no próprio estabelecimento, mas logo deve ser retomado.

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