Para Luiz Guaritá Neto, o valor cobrado depende frontalmente da energia elétrica e o reajuste, de 18% a 25%, pode chegar a 30%
Desde o início do mês os consumidores estão observando o impacto do reajuste nas faturas, sentindo o bolso cada vez mais pesado. A redação do JM Online recebe inúmeras reclamações de consumidores que consideram o reajuste abusivo. “Na verdade, o reajuste médio foi de 18%, em alguns casos, ele chega a 25%. A razão desse reajuste é porque pegamos a água praticamente de grado no rio e não pagamos nada, pagamos apenas para transportar ela para a casa das pessoas. E um terço dessa conta é de energia elétrica”, explicou o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto.
E o aumento não para por aí. A expectativa da autarquia é de mais reajustes durante o ano. “Infelizmente a água tem uma dependência extraordinária da energia elétrica. Quando a energia dobra, a gente tem que aumentar 30%, o que não aconteceu porque só aumentamos em torno de 18%. A gente entende a dificuldade da população brasileira nesse momento crítico, que tende a piorar”, avalia.
Contudo, a Tarifa Social, correspondente à categoria residencial, permanece com uma redução de 50% na primeira faixa de consumo - até 10m³. Neste caso, o valor saiu de R$16,24 para R$20,95, com variação financeira de R$ 4,71. Por fim, Luiz Neto destacou que todas as pessoas cadastradas no programa federal Bolsa Família têm direito a essa tarifa, com benefício automático desde que esteja cadastrada no programa por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social.