Moradores reclamam da qualidade da água fornecida pelo Codau. Segundo o corretor de imóveis Bettencourt da Silva, ele e a família estão na residência localizada na rua Luiz Jordão, na Quinta da Boa Esperança, há pouco mais de dois meses e quase todos os dias a água chega à residência com muita sujeira. Sem solução dada pela autarquia, o morador decidiu procurar o Jornal da Manhã para relatar a situação.
Para o corretor, a situação é crítica, já que não é possível lavar roupas e beber água. “A impressão que tenho é que eles não estão tratando a água. Não tem como beber. Eu compro água mineral e para lavar a roupa temos que esperar a sujeira decantar. A minha caixa está cheia de barro. Na minha casa não chega água limpa. Eu quero uma solução para este problema. Se não tiver, que o Codau me libere do pagamento ou que instale um filtro na entrada da minha casa”, conta o corretor.
Ele acrescenta que engenheiros da autarquia já foram no local e informaram que a tubulação está situada no final da rede, sendo que isto pode acumular sedimentos originados de manutenções do sistema. “Esta desculpa não justifica. Na minha rua não tem manutenção. Eu pago para ter água limpa e não barro”, enfatiza.
O mesmo acontece no bairro Residencial Dom Eduardo. Os moradores também reclamam que a água que vem da rua chega às residências com sujeira. De acordo com a administradora de empresa Luiza Cristina da Silva, que mora no residencial há mais de sete anos, de uns tempos para cá a água que desce pela torneira e vem da rua está totalmente suja, sendo necessário fazer um teste antes de usar, para não correr o risco de ter de jogar roupas fora.
Em nota, a assessoria de imprensa da autarquia insiste na explicação de que a rua está localizada em final de rede, com isso ocorre sedimentação na tubulação, provocando esta sujeira. O Codau fará uma descarga na rede ainda esta semana para verificar se esta solução irá atender à demanda.
Conforme já divulgado pelo Jornal da Manhã, esta situação vivida pelo corretor e pela administradora de empresas não é muito diferente da moradora do centro da cidade Raquel Lázara da Silva, que enfrenta o mesmo problema. Ela relatou que a água chega suja com frequência, e principalmente, nos fins de semana.