Conta de luz está mais cara em Minas Gerais. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou ontem (7) o reajuste tarifário de 14,24% para os consumidores residenciais da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O novo índice começa a vigorar hoje (8) em todo o Estado.
Para os consumidores considerados de alta tensão, a conta ficará 12,41% mais cara. O impacto recai para as grandes indústrias mineiras. Já reajuste médio para baixa tensão é de 15,78%. O índice reflete na conta de luz do comércio e de indústrias de pequeno e médio porte.
A Cemig buscava um aumento médio de 29,7% como forma de cobrir redução de receita com o novo modelo de concessão do governo federal – que a levou a desfazer de ativos de geração. Porém, obteve autorização de aplicar praticamente 50% do que buscava junto a Aneel.
Logo após a autorização, o deputado federal Weliton Prado (PT), membro das Comissões de Defesa do Consumidor e de Minas e Energia, afirmou que vai recorrer à Justiça contra a decisão da Aneel. Além disso, ele quer saber o detalhamento dos motivos para aplicar o reajuste de 14,24% no valor da tarifa. Segundo o parlamentar, a agência reguladora não expôs os motivos do reajuste de forma detalhada.
Para ele, a Cemig registra lucros anuais que variam entre R$ 3 e 4 bilhões e o papel da Aneel não é defender os lucros exorbitantes e, sim, tarifas adequadas por um serviço de qualidade que, em Minas, ainda ocupa os últimos lugares no ranking. “Com o ICMS mais caro do Brasil que, em Minas, chega a 42,43%, para os consumidores residenciais, a sensação de aumento na conta de luz ainda é maior", coloca o parlamentar.