CIDADE

Contraproposta é rejeitada e greve no Hospital Hélio Angotti continua

Paralisação dos cerca de 150 funcionários do Hospital Dr. Hélio Angotti continua. A instituição chegou a apresentar uma contraproposta aos pedidos feitos pela categoria

Thassiana Macedo
Publicado em 04/09/2015 às 20:52Atualizado em 16/12/2022 às 22:27
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Paralisação dos cerca de 150 funcionários do Hospital Dr. Hélio Angotti continua. A instituição chegou a apresentar uma contraproposta aos pedidos feitos pela categoria à direção no início da greve, porém, após análise, os grevistas rejeitaram a possibilidade de acordo e mantêm o calendário. Uma audiência pública para discutir a situação dos trabalhadores do hospital está marcada para o próximo dia 8, às 15h, na Câmara Municipal.

Mais de 150 funcionários da instituição cruzaram os braços no primeiro dia da greve, a qual já dura quatro dias. A categoria está insatisfeita com cortes promovidos pelo hospital para contenção de gastos. Grevistas pedem a manutenção de percentual mínimo de adicional noturno e gratificações, plano de saúde para todos os funcionários, estabilidade para os grevistas, retorno das perdas e redução dos altos salários do hospital.

A direção do Hospital Dr. Hélio Angotti encaminhou contraproposta em que pontua que as demissões necessárias serão feitas em conformidade com a legislação, sendo apresentado um cronograma; pagamento de assiduidade fixo em R$100, e adicional noturno em 20%, conforme determina a CLT; sobre a estabilidade dos grevistas, informa que o assunto será analisado para a próxima convenção; manutenção dos cortes de outras gratificações; já a restituição da assiduidade de julho de 2015 seria feita em parcelas de 25% em fevereiro, março, abril e maio de 2016, entre outras.

Segundo o SindSaúde, a proposta foi rejeitada na íntegra pela categoria, que continuará em greve por tempo indeterminado ou até que a direção receba a categoria para diálogo para negociação das reivindicações.

Em nota, o presidente da ACCBC/Hospital Dr. Hélio Angotti, Délcio Scandiuzzi, esclarece que os salários praticados na instituição seguem os valores de mercado na área de gestão hospitalar, observados em instituições do mesmo porte, conforme pode ser constatado nas tabelas de cargos e salários divulgadas pelo Sistema Nacional de Empregos (Sine).

Ele informa ainda que os valores da folha de pagamento do hospital sempre foram disponibilizados às autoridades, aos interessados e anualmente é entregue ao Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, sendo pública desde 2009, quando se iniciou a atual gestão.

A nota declara ainda que “a atual direção optou por contratar profissionais competentes em suas funções e com ilibadas condutas éticas, por entender que a importância nacional e responsabilidade da instituição no combate ao câncer exigem profissionais com este perfil. Cortes nos salários de todos os diretores e gerentes já foram feitos, conforme divulgado”, conclui a nota.

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