Família de usuário apresentou documentos nos quais médicos da UPA São Benedito atestam ser um caso de dengue hemorrágica
Fernanda Borges
Supervisora diz que não poderia se passar por mentirosa diante de documentos emitidos pela SMS indicando caso de dengue hemorrágica
Família de usuário apresentou documentos nos quais médicos da Unidade de Pronto-Atendimento do bairro São Benedito atestam ser um caso de dengue hemorrágica, enquanto a Secretaria de Saúde afirma o contrário. Na semana passada, a equipe de reportagem do Jornal da Manhã foi procurada pela supervisora administrativa Marylia Jasyela do Carmo Porto, questionando o atendimento prestado pelos profissionais da UPA São Benedito no período em que o marido esteve internado. Em nota, a Secretaria de Saúde não confirmou que se tratava de um caso de dengue, e muito menos hemorrágica. Entretanto, com vários documentos em mãos, entre eles o pedido de transferência do SUS Fácil, Marylia afirma que os médicos disseram que era um caso de dengue hemorrágica e pediram urgência na transferência.
Marylia disse que procurou a imprensa novamente por entender que tem direito de resposta diante do que foi dito na nota encaminhada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde. “Não queria passar a impressão que sou mentirosa, enquanto afirmava que meu marido estava com dengue hemorrágica, a secretaria dizia que não havia confirmações do caso, o que não é verdade. Todos os papéis que tenho durante a internação mostram que estou certa”, afirma Marylia.
Na solicitação de vaga para o Hospital Beneficência Portuguesa, com a data de 20 de fevereiro, está descrito que o procedimento solicitado é para tratamento de dengue hemorrágica, o caráter de internação é de urgência e grau de priorização é de emergência. No mesmo papel diz que a justificativa de internação é para febre hemorrágica devido ao vírus da dengue. Marylia apresentou também os receituários de Benzetacil e dipirona, medicamentos que foram dados para o marido.
“Portanto, diante destas provas, não entendo por que a Secretaria de Saúde não confirma que se trata de um caso de dengue hemorrágica. Parece que estão tentando maquiar a realidade. Meu marido esteve na UPA, não recebeu os devidos cuidados e por isso acho que todos devem saber, principalmente o secretário de Saúde, para que fique de olho nesta situação”, explica Marylia, que também apresenta uma prescrição médica dada por um profissional no Hospital Beneficência Portuguesa, em que o diagnóstico citado é de dengue hemorrágica.