CIDADE

Coordenação do Samu revela que 4 ambulâncias estão paradas

Recurso repassado pelo Ministério da Saúde ao Samu é insuficiente para a manutenção do programa, segundo coordenadora local

Geórgia Santos
Publicado em 16/12/2011 às 21:21Atualizado em 19/12/2022 às 20:58
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Recurso repassado pelo Ministério da Saúde ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é insuficiente para a manutenção do programa, segundo a sua coordenadora local. A equipe de reportagem do Jornal da Manhã esteve ontem no prédio do Samu para checar as denúncias a respeito da falta de manutenção das viaturas, encaminhadas por servidor. Ficou constatado que quatro ambulâncias estão paradas na oficina da Prefeitura e apenas três em funcionamento.

De acordo com informações encaminhadas pelo Ministério da Saúde, é repassado ao município, somente pelo Governo Federal, o valor de R$84 mil por mês, sendo R$ 37,5 para três Unidades de Suporte Básicas e R$ 27,5 para uma Unidade de Suporte Avançado, destinado ao custeio mensal. Além disto, o Governo Estadual repassa a quantia de R$ 42 mil, além de uma contrapartida do Município de mais R$42 mil. Ao todo, para custeio mensal, o Samu conta com R$ 168 mil. Em Uberaba, somente duas USBs e uma USA estão em circulação, além disso, segundo a coordenadora do Samu, Mônica Yamauchi, a quantia repassada pela União, Estado e a contrapartida do Município é insuficiente para cobrir todas as despesas do programa.

“Além de manutenção das ambulâncias, esse dinheiro também tem outros fins, como o pagamento de salários, sendo 80 funcionários, destes, 18 médicos que não recebem menos de R$ 3 mil por mês cada um. Temos também os setores administrativo, operacional, enfermeiros, técnicos, dentre outros”, afirma Mônica.

O Ministério da Saúde anunciou esta semana que vai aumentar o repasse de verbas. Os municípios que recebiam R$ 12,5 mil mensais para manter cada ambulância básica, agora passam a ter quase R$ 21 mil. E ainda fez um alerta para aqueles municípios que estão com ambulâncias do Samu novas paradas. "Se não as colocarem em funcionamento, a situação será discutida na Justiça", enfatiza.

A coordenadora do Samu admite que das sete ambulâncias que integram a frota do serviço em Uberaba, quatro estão paradas para manutenção. E quanto ao aumento do recurso, “mesmo assim a quantia será  baixa”, afirma Mônica.

A coordenadora assume que as ambulâncias estão em manutenção há algum tempo, porém os funcionários da oficina da Prefeitura alegam que estão com dificuldades de encontrar as peças necessárias. Por se tratar de veículos Renault e Fiat, a maior parte das peças é importada e cara, que precisa passar por licitação. “Diante das denúncias feitas à imprensa, pressionamos mais uma vez os funcionários da oficina para que agilizassem o serviço”, afirma.

Para finalizar, Mônica pede o apoio dos trabalhadores. “Estou na coordenação há uma semana, e sei das necessidades dos funcionários e todas foram solicitadas, mas, infelizmente, no serviço público as coisas não acontecem da noite para o dia e os custos dos equipamentos são altos, somente um deles é no valor de R$10 mil. Portanto, peço também para que tenham consciência destes gastos e cuidem bem dos materiais”. A equipe do JM ao conferir as condições das ambulâncias observou seringas jogadas pelo interior da unidade, como sinal de descuido de funcionário com o serviço.

Motolância. Sobre as denúncias envolvendo o serviço de Motolância, anunciado pela Secretaria Municipal de Saúde, para dar agilidade aos atendimentos de Urgência e Emergência, a coordenadora do Samu, Mônica Yamauchi, garante que as atividades ainda não começaram. O curso de capacitação que será oferecido a um técnico de enfermagem deve começar em dezembro.

O curso será ministrado pelo Sest/Senat durante um mês, que além de repassar os cuidados necessários no trânsito ao piloto, terá noções de atendimentos de urgência. “Não vamos colocar o serviço em atividade antes do curso, a chave da moto está comigo, realizamos apenas testes para saber se estava tudo certo no motor, pois o veículo está parado há bastante tempo”, afirma Mônica.

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