José Elias Miziara ainda explica que o cenário permanecerá o mesmo enquanto o projeto não estiver concluído
Com a implantação incompleta do projeto Água Viva, a população pode se preparar para novas enchente em casos de chuvas como a que ocorreu no início desta semana. A informação foi dada pelo coordenador do projeto de macrodrenagem, José Elias Miziara, que atribuiu a cheia à incapacidade da obra de operar antes de sua conclusão.
O coordenador ainda defende o Água Viva, afirmando ser equivocado atacar o projeto e culpá-lo pelas enchentes, já que o mesmo está com apenas 50% de sua conclusão. Nesse sentido, foram investidos apenas 50% do orçamento previsto, que totaliza em R$ 12,5 milhões.
No entanto Miziara explica que falta implantar uma caixa de equilíbrio, que ligaria o canal velho com o canal novo. “Tudo que chover, da rua Epitácio Pessoa para cima, tanto na avenida [Santos Dumont] quanto nas ruas laterais, corre por cima da rua e deságua na região central”, disse.
A implantação do projeto deve se estender até o início do ano que vem e visa minimizar as cheias que acontecem no centro da cidade. Importa ressaltar, ainda, que, segundo o coordenador, o projeto visa minimizar o problema das cheias e não resolvê-lo por completo, sobretudo no caso de chuvas extremas, como a da última segunda-feira (30), quando foi calculado a queda de 1mm por minuto. “O Água Viva não está pronto. Gostaria que as pessoas acreditassem no projeto”, finalizou.