Material com informações sobre a lei que coíbe a violência contra a mulher e suas mudanças foi distribuído ontem no centro da cidade
Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres realizou “pedágio” com orientações sobre o combate à violência contra mulher. A atividade aconteceu para celebrar mais um ano da existência da Lei Maria da Penha. Durante toda a manhã de ontem, na praça Rui Barbosa, foram entregues panfletos de conscientização e cartilhas à população com informações sobre a legislação e de como fazer a denúncia em caso de agressão.
Além da equipe da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, também participaram da ação a Polícia Civil, por meio da Delegacia da Mulher; o Centro de Referência da Mulher e o Projeto Pró-Viver Mulher. Durante as abordagens o grupo enfatizou a necessidade de denunciar quando se tem ciência da violência contra a mulher. “Levamos ao centro da cidade informações à população sobre a Lei Maria da Penha, que nesta quinta-fera completou oito anos de existência. Além de panfletos, distribuímos também 350 exemplares da cartilha com a legislação”, explica a diretora da coordenadoria, Elizabeth Cardoso Nascimento.
Ainda segundo a diretora, a população também recebeu informações sobre as mudanças da legislação, algumas medidas inseridas que vieram em benefício da mulher, como, por exemplo, a denúncia de uma agressão, que agora pode ser feita por terceiros, não apenas pela vítima. Além disso, atualmente, quando a denúncia é feita, não pode ser mais retirada, o inquérito será instaurado e a polícia vai investigar. Isto evita uma situação que acontecia com frequência, em que as mulheres se arrependiam e, com medo do agressor, retiravam a denúncia e nada era feito para impedir os maus-tratos.
“Este foi um trabalho positivo, uma ação que deu certo. As pessoas se interessaram com questionamentos sobre a lei. Alguns homens me procuraram para saber se existe alguma proteção a eles em casos de agressão. Enfim, percebemos que as pessoas querem se informar e não deixar que aconteça a violência contra a mulher. É importante que as pessoas denunciem, pois sem ela [a denúncia] ficamos de mãos atadas. É preciso que se mobilizem em favor da mulher, para que possamos acabar com este tipo de violência”, finaliza Elizabeth.