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“Coração partido” mata? Cardiologista alerta que infarto não escolhe idade

Em entrevista à Rádio JM, o cardiologista Raelson Batista explica que o estresse emocional pode ser tão prejudicial ao corpo quanto os fatores clássicos de risco

Débora Meira
Publicado em 11/01/2026 às 15:32
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Dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam um aumento de mais de 150% nos casos de infarto em pessoas com menos de 40 anos entre 2008 e 2022 (Foto/Reprodução)

O estresse emocional, popularmente conhecido como “coração partido”, pode ser tão prejudicial ao corpo quanto fatores clássicos de risco, como obesidade e sedentarismo. Em entrevista ao Pingo do J, da Rádio JM, o cardiologista Raelson Batista destacou que níveis elevados de cortisol, o hormônio do estresse, podem aumentar a pressão arterial, favorecer o acúmulo de placas de gordura e elevar o risco de infarto, inclusive em jovens. 

Segundo o cardiologista, pessoas que permanecem tensas e com alto nível de estresse mantêm o cortisol elevado, provocando hipertensão e acúmulo de placas nos vasos sanguíneos, aumentando o risco de infarto. “O ano eleitoral, infelizmente, em função da polarização, faz com que as pessoas desaprendam a conviver com maior harmonia. Essas polarizações, quase fanatismos, sejam políticos, religiosos ou até por times de futebol, podem intensificar esse quadro”, explica. 

Raelson ainda destaca que dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam um aumento de mais de 150% nos casos de infarto em pessoas com menos de 40 anos entre 2008 e 2022. Segundo ele, esse fenômeno está associado a fatores como sedentarismo, obesidade, genética e estresse elevado. 

“Atividades físicas regulares, momentos de lazer, leitura, convívio familiar e social, além de técnicas como academias de descompressão, ajudam a reduzir o cortisol e a melhorar a saúde do coração”, afirma o cardiologista. 

O especialista explica que a dor do infarto é opressiva, contínua e pode irradiar para o pescoço, ombros ou braços, acompanhada de suor intenso e náusea, diferenciando-se de espasmos musculares, que são intermitentes e tendem a desaparecer com o tempo. Ele reforça que, ao perceber esses sinais, é essencial buscar ajuda médica imediata. 

A prevenção, alerta Raelson, continua sendo a principal ferramenta: autocontrole, autovigilância, hábitos saudáveis e atenção aos sinais do corpo podem reduzir significativamente o risco de infartos, mesmo em jovens. Em caso de suspeita de infarto, ligue imediatamente para o SAMU pelo número 192. 

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