Armamento da Guarda Municipal, como medida de segurança, é bem-vindo, mas é preciso avaliar os demais fatores
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil de Uberaba, Joamar Zanollini, diz que o armamento da Guarda Municipal, como medida de segurança, é bem-vindo, mas é preciso avaliar os demais fatores, como, por exemplo, o treinamento dos profissionais.
“É preciso definir bem o treinamento para o manuseio das armas, o acompanhamento psicológico, a definição clara do papel da Guarda Municipal, pois, a princípio, a função dos agentes é proteger o patrimônio público, e não de policiamento ostensivo. Então, antes de promover o armamento, é necessário definir esses papéis, o que ainda não ficou claro. Não sabemos quando isso deve acontecer de fato, como será esse treinamento, se haverá convênio com a Polícia Militar ou Federal, enfim, são situações que precisam ser pensadas, pois, para colocar arma nas mãos das pessoas, é preciso cuidado”, explica o presidente da Comissão de Direitos Humanos.
Joamar lembra que os aprovados em concursos públicos da Polícia Militar passam por provas e treinamentos para que se tornem pessoas capacitadas em manusear armas, a fim de garantir a segurança da população. E os agentes da GM também devem passar por isso. “Além disso, acredito que será necessária a contratação de mais guardas, não sei se a Prefeitura pensou no assunto, pois hoje são poucos para exercer a função que lhes cabe. Por isso, a comunidade deve cobrar das autoridades, saber qual é o papel efetivo da GM, o contingente, e, a partir disso, é preciso abrir concurso. Não basta entregar a arma e depois exigir desse agente uma conduta sem que ele tenha passado por preparo, principalmente psicológico”, ressalta.