Invasão de skatistas, ciclistas, dançarinos de rua, pichadores e andarilhos seria o principal motivo de se colocar grades entorno do imóvel
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Uberaba já começou a instalar grades em volta de sua unidade central, que é um imóvel tombado pelo patrimônio histórico e arquitetônico da cidade. Conforme já noticiado pelo JM, moradores aguardavam uma determinação judicial, com participação do Ministério Público Federal, para solução de barulho causado por skatistas e da presença de andarilhos no local.
De acordo com o gerente regional Triângulo e Sudoeste dos Correios, João Francisco de Souza, esta também era uma demanda da empresa em razão da pichação e depredação do prédio. “Procuramos amparo nas autoridades locais, mas nem uma delas se posicionou de forma que pudesse atender aos nossos anseios. Agora estamos implementando a instalação das grades para coibir problemas. Infelizmente, teremos que cercar o prédio. Esperamos que isso acabe, porque aqui tem sido espaço de skatismo, ciclismo, dança de rua e pichações, além da presença de andarilhos, entre outras ocorrências que suspeitamos. Não é apenas uma questão de preservar o prédio tombado, mas também evitar os ruídos que afetam a vizinhança”, explica.
O prazo contratual para a realização da obra é de 60 dias, mas o gerente espera que a entregue antes desse período, em razão do trabalho de instalação dos cavaletes – as estruturas que dão suporte às grades –, já estar adiantado. João Francisco afirma que o projeto de layout foi aprovado pelo Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Conphau) antes do início da obra, a qual segue todas as recomendações do órgão.
Sobre a possibilidade que havia sido cogitada para a instalação de câmeras de segurança e de iluminação com sensor de presença, com o objetivo de coibir a má utilização do espaço à noite, João Francisco ressalta que tais medidas seriam apenas paliativas, visto que já existe o Olho Vivo na cidade, inclusive com câmera na porta dos Correios. “Entendemos que deve haver também a compreensão das pessoas quanto ao uso errado do prédio, sendo que já as orientamos. Uma vez que não há esta compreensão, não nos resta alternativa senão cercar o prédio. É bom que fique claro que não há nenhuma lamúria por parte dos Correios com relação aos apoios que não tivemos. Entendemos que, juridicamente, cada um tem uma competência e devemos respeitar isto”, esclarece o gerente.