Cortes no orçamento do governo federal em programa habitacional não devem gerar impacto nos projetos já aprovados para Uberaba
Cortes no orçamento do governo federal em programa habitacional não devem gerar impacto nos projetos já aprovados para Uberaba. Recentemente, o ministro do Planejamento, Joaquim Levy, anunciou um grande corte no orçamento, o que vai refletir no programa Minha Casa Minha Vida, com perda de quase R$7 bilhões. Porém, o presidente da Cohagra, Marcos Jammal, afirma que as seis mil casas anunciadas estão sendo construídas e serão entregues.
“Já estamos tratando do assunto com o governo, o prefeito Paulo Piau está tentando equacionar estes cortes aos empreendimentos de Uberaba. Contudo, podemos garantir que a construção das seis mil unidades anunciadas não será prejudicada, pois são obras contratadas com orçamento destinado. Temos ainda mais três mil unidades pré-aprovadas no Ministério das Cidades, e acredito que estes projetos também não sofrerão cortes”, explica.
Segundo Jammal, por mais que o governo faça o corte, vale ressaltar que também houve o anúncio de mais três milhões de residências para o Minha Casa Minha Vida 3, e os projetos já apresentados, entre eles o Residencial Maria da Glória e o Cerejeiras, estão com o processo adiantado no ministério. “Alem dos empreendimentos em tramitação, também estão adiantados aqueles em construção, estamos fazendo entregas com prazo de seis meses antes do previsto”, explica o presidente.
Jammal destaca que poderiam estar ameaçados se fossem projetos novos, recém-protocolados no ministério, o que não é a situação de Uberaba. Quando questionado sobre a proposta de construir apartamentos para solteiros e residências para servidores, o presidente da Cohagra explica que estes empreendimentos são projetos do governo municipal, estão relacionados ao Minha Casa Minha Vida, mas são da faixa 2 do programa, por isso não há risco de corte, pois serão executados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e não é um financiamento direto.
Mas, o presidente da autarquia afirma que, apesar das garantias, existe preocupação com verbas para construção dos equipamentos sociais nos conjuntos habitacionais. “Mesmo o Ministério das Cidades afirmando que não haverá cortes neste aspecto, temos receio de como será a liberação da verba para este fim nos empreendimentos”, finaliza.