Foto/Sandro Neves
Ana Lúcia Assis Simões, reitora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, explica que os cortes estão ocorrendo desde o fim de 2014
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) também está entre as instituições que tiveram cortes no orçamento pelo governo federal. Desde o fim do ano de 2014, a universidade vem sofrendo com os contingenciamentos, adotando medidas para garantir manutenção de ações fundamentais, sem fechar no vermelho. Porém, com mais um corte, a situação é preocupante, e se não houver liberações, podem acontecer prejuízos à prestação de serviços.
De acordo com a reitora da UFTM, Ana Lúcia de Assis Simões, houve um corte de 10% nas rubricas de custeio (relativo às despesas correntes, que vão do pagamento de contas de consumo ao gasto com pessoal terceirizado) e 50% no capital (obras, equipamentos e investimentos). “Vale lembrar que o nosso orçamento aprovado para este ano foi menor, e agora estamos passando por mais este corte do governo federal”, explica a reitora.
Diante desta situação, Ana Lúcia lembra que desde 2015 a instituição vem adotando medidas de contingenciamento, como a redução na força de trabalho terceirizada, redução no número de diárias e passagens, renegociação de aluguéis, medidas de economia doméstica, entre outras. “Com as medidas que adotamos, conseguimos concluir os anos de 2015 e 2016 sem dívidas, e agora, em 2017, já não temos mais o que fazer, sem começar a comprometer os serviços prestados. Estamos trabalhando com uma perspectiva que o recurso disponibilizado pelo governo federal seja suficiente para honrar os compromissos até o mês de outubro”, explica.
Ana Lúcia espera que haja uma nova liberação para que a UFTM conclua o ano sem dívidas. Se não houver nenhuma liberação, ela revela que até fim do ano podem acontecer alguns prejuízos, uma vez que até o momento não houve nenhum tipo de serviço interrompido. Com relação às obras, Ana Lúcia diz que todas as obras da instituição já foram entregues e o corte não acarretou em paralisações, mas pode comprometer planejamentos futuros.