De acordo com o pai da criança, Ricardo dos Santos Oliveira, sua esposa deu entrada no hospital Beneficência Portuguesa na manhã de domingo, 19, e o parto foi realizado na ...
Gestora do Hospital, Raquel Santos Anjo explica que este caso tem uma frequência de 4 para cada dez partos
Pai de bebê que nasceu na madrugada de segunda-feira, 20, no hospital Beneficência Portuguesa denuncia a ocorrência de fratura na clavícula da criança. Alegação da família é de demora na realização do parto normal. No entanto, responsável pelo hospital esclarece que situação como essa pode ocorrer. A cada dez nascimentos são registrados cerca de quatro casos.
De acordo com o pai da criança, Ricardo dos Santos Oliveira, sua esposa deu entrada no hospital Beneficência Portuguesa na manhã de domingo, 19, e o parto foi realizado na madrugada de segunda-feira. Após o nascimento, o bebê estava com marcas roxas no corpo e, na manhã de terça-feira, 21, quando a mãe e a criança tiveram alta, o filho estava com o ombro enfaixado devido à fratura na clavícula, explica o pai.
De acordo com a gestora do hospital Beneficência Portuguesa, Raquel dos Santos Anjo, a cada dez nascimentos acontecem de quatro a cinco casos como este. “As mães, durante o pré-natal, não estão sendo informadas das intercorrências que podem acontecer, e, quando estas ocorrem, as pessoas se assustam.”
Segundo Raquel, o bebê foi diagnosticado com fratura na clavícula e encaminhado para o atendimento. “A criança foi medicada, passou por exames de raio X e foi imobilizada. Ela foi muito bem assistida.”
A gestora ressalta que esse foi o terceiro parto normal da mãe da criança. “Estava tudo tranquilo para o procedimento. A mãe estava com toda a dilatação para fazer o parto normal, mas começou a criar certas situações, pois queria fazer cesariana, o que acontece apenas em último caso, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) preconiza o parto normal. Ela chegou a dobrar o canal de aplicação do soro, no momento do parto, quando o bebê já estava encaixado, ela forçava para fechar a perna, o que pode ter provocado a fratura. Entretanto, neste momento, o marido não estava na sala de cirurgia, apenas os profissionais, que presenciaram o fato.”
Raquel ainda questiona se as mães estão sendo preparadas para a hora do parto e sobre o que pode ocorrer. Foi feito boletim de ocorrência por parte do pai da criança, porém o hospital passou todas as informações necessárias.
Índice. O médico pediatra Benito Ruy Meneghello confirma que casos de fratura na clavícula durante o parto não são raros. Isso acontece no momento da expulsão da criança e pode ser constatado pelo obstetra, que informa o pediatra sobre a ocorrência do estalo. Nesses casos, a criança é avaliada pelo médico, mas nem sempre o diagnóstico de fratura ocorre no momento do nascimento. “O pediatra pesquisa o Reflexo de Moro e, se estiver prejudicado, pode ser fratura na clavícula, de úmero, omoplata ou distensão e alargamento de raízes cervicais”, explica Benito. Após a verificação do problema, dependendo da situação, a criança tem apenas o braço imobilizado. Em 12 dias é possível verificar calo exuberante no local onde houve a fratura. “Em casos mais graves o bebê precisa passar por cirurgia, mas na maioria das situações é necessária apenas a imobilização”, afirma o pediatra.