Por conta de rachaduras na parede e o telhado que está cedendo, a residência no Residencial 2000 corre o risco de desabar
Casa no Residencial 2000 está condenada pela Defesa Civil. Por conta de rachaduras na parede e o telhado que está cedendo, a residência corre o risco de desabar. A preocupação cresce na medida em que se aproxima o período de chuva. De acordo com a proprietária, Elisângela Matos Santos, a casa foi construída pela Cohagra, entretanto, a companhia ainda não sinalizou a possibilidade de conserto do problema.
Segundo Elisângela, ela recebeu a casa em dezembro 2007 e desde então vem pagando as prestações em dia, entretanto, em 2008 as rachaduras começaram a aparecer. “Fiquei surpresa e ao mesmo tempo preocupada, pois tenho filhos. Chamei a Defesa Civil para que averiguasse, e a conclusão foi de que, por conta das rachaduras, a minha casa corre o risco de desabar a qualquer momento”, afirma a dona-de-casa.
A proprietária da residência diz que procurou a Cohagra para ver a possibilidade de consertar o problema, ou quem sabe uma casa nova, visto que a aquisição da casa foi por meio da companhia. Ela afirma que foi mal-atendida e lhe disseram que assim que possível uma equipe iria até a casa dela para uma perícia. “Mas até o momento ninguém apareceu, o registro de ocorrência foi feito pela Defesa Civil no dia 10 de agosto deste ano. Desde então estou correndo atrás de soluções antes que a chuva chegue e a minha casa caia no chão”, afirma Elisângela, ressaltando que seus vizinhos também estão se queixando de rachaduras.
A equipe de reportagem do Jornal da Manhã repassou ao presidente da Cohagra, Samir Cecílio, todas as informações da proprietária para que pudesse ser feita uma análise de como o problema seria resolvido. Até o fechamento da edição, segundo Samir, não havia sido possível repassar as informações, pois é preciso analisar todo o contrato assinado com a pessoa, além disto é necessário levar em consideração que a construção das residências foi feita por uma construtora, que se responsabiliza por danos posteriores.
“É preciso seguir alguns ritos antes de solucionar o problema. Além disso, a casa pode ter seguro e a construtora que fez a obra tem uma responsabilidade civil de cinco anos. Então, pedi para levantar o contrato dela e saber como foi feita a casa, se foi mesmo pela Cohagra”, afirma o presidente da companhia, ressaltando que é preciso ver se a pessoa fez mudanças na casa, pois se foi feita uma mínima alteração na estrutura da residência sem a autorização da construtora, ela perde todos os direitos.