Funcionários do Carrefour, fechado há quinze dias, realizaram protesto em frente do estabelecimento reivindicando explicações
Funcionários do hipermercado Carrefour, fechado há quinze dias, realizaram protesto em frente do estabelecimento reivindicando explicações sobre as demissões por justa causa efetuadas pela multinacional.
Segundo informações dos funcionários, a direção da empresa está demitindo alguns funcionários por justa causa sem informar o motivo real da demissão. Thiago Ronaldo, funcionário do hipermercado, disse que foi chamado ao departamento de recursos humanos para assinar sua rescisão contratual e foi surpreendido com uma demissão por justa causa. “O diretor Alexandre Oliveira me chamou e pediu que eu assinasse minha demissão. Mas eu não vou assinar um papel que não condiz com a verdade. Eu não fiz nada para ser demitido por justa causa. Por isso me neguei a assinar os papéis. Quando perguntei o motivo, ele disse que desconhecia o porquê da justa causa”, relatou o funcionário.
Adriana Silva Matos, outra funcionária surpreendida com a demissão por justa causa, disse à reportagem do Jornal da Manhã que até o último dia, domingo, 28 de agosto, a direção negava os boatos do fechamento da unidade, porém na segunda-feira, quando chegou para trabalhar, a loja estava fechada. “Eu não entendi. Eles negaram até a última hora. E agora dizem que seremos demitidos por justa causa e não informam o motivo. É muita falta de respeito conosco. Todos têm família que depende do salário que ganhávamos aqui. Eles poderiam ter nos avisado. Agora estamos sem emprego e eles querem que assinemos uma demissão deste jeito. É impossível”, afirmou Adriana.
Mais uma vez acionada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Carrefour manteve o mesmo posicionamento externado na segunda-feira, de que os esclarecimentos são todos dados aos demitidos no momento da dispensa. A informação é contraditória com as alegações dos ex-funcionários que realizaram protesto ontem pedindo explicações por parte da multinacional francesa.