CIDADE

Demora em restabelecer a oferta de água gera revolta nos bairros

O prazo estipulado pelo Codau de nove dias para solucionar o problema de falta de água na região noroeste da cidade não agradou aos moradores dos bairros afetados

Geórgia Santos
Publicado em 02/09/2011 às 21:08Atualizado em 17/12/2022 às 07:25
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O prazo estipulado pelo Codau de nove dias para solucionar o problema de falta de água na região noroeste da cidade não agradou aos moradores dos bairros afetados. Donas-de-casa relatam que ontem pela manhã as torneiras estavam secas e os comerciantes já amargam prejuízos.

Há sete dias cerca de 90 mil consumidores estão enfrentando problemas com o abastecimento, muitos estão sem água, tomando banho na casa de familiares e fazendo a limpeza de casa com dificuldades. A previsão é que este tormento dure por mais algum tempo. A expectativa de técnicos contratados pelo Codau é de que o conserto das peças no Centro de Reservação 6, no bairro Olinda, seja resolvido somente na próxima quinta-feira (8 de setembro).

Ontem, os técnicos contratados para executar a correção do defeito no poço profundo já alcançaram a meta de retirar 50% dos 134 estágios das colunas da bomba. Essa retirada é necessária para avaliar se há danos em todas as colunas ou se o problema ficou restrito às primeiras peças desmontadas. O primeiro defeito encontrado pelos técnicos está localizado em alguns mancais, que apresentaram desgaste no revestimento e quebra de sua estrutura metálica.

Os moradores dos bairros afetados com a falta de água estão revoltados com a situação. A dona-de-casa Cláudia Maria Helena, moradora do bairro Santa Maria, revela que ela e seus vizinhos estão totalmente sem água, nem mesmo para beber.

Por sua vez, o vereador Marcelo Machado Borges – Borjão – esteve ontem no Centro de Reservação para acompanhar de perto o conserto. Em uma conversa com os engenheiros, Borjão descobriu que o reparo pode demorar mais do que o previsto e anunciado pelo Codau. “Conversando com alguns funcionários, a informação que recebi foi que os problemas atuais aconteceram por falta de manutenção periódica e planejamento”, afirma o vereador.

Os moradores do bairro Pacaembu, também afetados com a falta de água, estão inconformados com a situação. Ketiuce Helena, moradora do bairro, questiona o abastecimento por caminhão-pipa. “Até entendo que algumas peças que estragaram afetam o abastecimento, mas preciso de água e não sei quando o caminhão-pipa vai passar no meu bairro. Trabalho o dia todo e ninguém fica em casa”, explica Ketiuce.

Sobre este serviço, o Codau explica que o abastecimento por caminhão-pipa está sendo realizado das 7h às 23h30, sem horário fixo em cada bairro, acompanhado por serviço de motossom que vai anunciando a chegada da água. O caminhão passa somente pelos bairros mais críticos, regiões mais altas, como os bairros Morumbi, Morada Du Park, Parque das Américas, Olinda, Beija-Flor e Volta Grande.

Já em relação ao serviço de manutenção no Centro de Reservação 6, os equipamentos são avaliados perifericamente, de forma indireta – temperatura, nível de óleos e vibrações. O poço está em funcionamento desde julho de 2002. As falhas que demandaram maior tempo para a manutenção ocorreram em 2010, quando houve a troca da caixa de mancal, e em maio de 2011, quando foram necessários mais de 10 dias para solucionar falha mecânica.

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