Em virtude da falta do equipamento no mercado em todo o país, acordo feito entre o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e o Ministério das Cidades adia por 90 dias a obrigatoriedade do uso do extintor de incêndio veicular com carga ABC. Com a medida, a exigência de uso do novo equipamento começará no dia 1º de abril deste ano. Adiamento será contado a partir de resolução publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7). O órgão informa que não multará quem dirigir sem o extintor ABC.
O Denatran havia anunciado que não pretendia ampliar o prazo para troca do equipamento e que seguiria a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que tornou obrigatório o uso desse tipo de extintor desde 1º de janeiro. Porém, motoristas passaram a reclamar da dificuldade em comprar o extintor, pois nenhuma loja de peças para carros tinha o equipamento em estoque. O problema motivou, inclusive, matéria publicada no Jornal da Manhã. Nela, o empresário do setor de autopeças e presidente da CDL Uberaba, Miguel Faria, afirmou que as fábricas brasileiras não se prepararam para a demanda, entraram em recesso no fim de 2014 e não conseguiram entregar todo o volume necessário do produto para abastecer o mercado.
Agora, quem ainda não regularizou o equipamento terá mais tempo para isso, mas o ideal é não deixar para a última hora. Após os 90 dias de prorrogação, os condutores que não cumprirem a determinação estarão sujeitos à multa equivalente a R$127,69 e também poderão perder 5 pontos na carteira de habilitação. A recomendação vale para carros que tenham dez anos ou mais, porque a partir de 2005 todos os veículos produzidos no Brasil já saem de fábrica com o extintor ABC.
O modelo exigido pelo Denatran tem condições de combater princípios de incêndio em materiais sólidos, líquidos inflamáveis, como óleo, gasolina e álcool, e ainda em equipamentos energizados, como bateria de carro e fiação elétrica. Segundo Miguel Faria, enquanto o extintor antigo, que deveria ser trocado uma vez por ano, custava R$20,00, o ABC custa, em média, R$67,00. Para o empresário, além do novo extintor ser mais eficiente que o produto antigo, ele tem validade por cinco anos.