Manuella Quirino explica que o ideal é de 3 a 12 sessões, dependendo do tamanho e das cores da tatuagem, como também da resposta do organismo
A remoção de tatuagens já foi um desafio para a medicina. Os métodos utilizados traziam resultados insatisfatórios, não eliminando todas as cores do desenho ou trocando a tatuagem por uma cicatriz. A dermatologista
Manuella Quirino esclarece que hoje, com o avanço do laser, é possível eliminar até 100% da tatuagem, o que tornou o tratamento muito procurado.
A especialista afirma que a rápida absorção do laser leva à destruição do pigmento da tatuagem, que será absorvido pelo sistema imunológico do paciente, não prejudicando outras estruturas ao redor da área tratada. “O colágeno adjacente permanece intacto, minimizando a possibilidade de uma cicatriz não estética. O resultado vai depender das cores que a compõem, de quanto tempo ela foi feita, da profundidade em que a tinta se encontra, do tipo de tinta utilizado e da perícia e aparelhagem utilizada para o tratamento”, frisa.
As tatuagens com cores pretas são mais fáceis de ser retiradas do que as coloridas. As cores mais fortes respondem melhor ao laser do que as claras, como o amarelo e o verde claro, e tatuagens mais antigas costumam sair com mais facilidade.
O número de sessões varia de 3 a 12, dependendo do tamanho, das cores e da resposta do organismo de cada um. “Após cada sessão, a região se apresentará inchada, podendo ter a formação de bolhas e casquinhas sobre a tatuagem. A pele começará a descamar, tornando a tatuagem cada vez mais clara. Essa cicatrização leva um mês para ocorrer e a região deve estar completamente íntegra para que seja realizada a próxima sessão”, completa Manuella.