CIDADE

Dia do Autista será lembrado com piquenique do Laço Azul

Esta é a quarta edição do evento, que sempre acontece próximo ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril

Geórgia Santos
Publicado em 14/04/2018 às 08:15Atualizado em 16/12/2022 às 04:46
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Grupo de Apoio dos Autistas Laço Azul realiza mais uma edição do Piquenique pela Conscientização do Autismo. O evento está marcado para este domingo, das 10h às 13h, na praça Magalhães Pinto. Para participar basta levar algum alimento para o lanche e se possível ir vestido com roupa da cor azul. O propósito da mobilização é chamar a atenção da sociedade para a causa.

Esta é a quarta edição do piquenique, que sempre acontece próximo ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril. Além do piquenique, a ONG Laço Azul também já realizou passeatas com o propósito de confraternizar e mostrar à população que o autista também gosta de se divertir, de se interagir e de estar entre as pessoas.

“Fazemos esse evento para divulgar o trabalho que realizamos diariamente na ONG, como as oficinas, palestras informativas, eventos de acolhimento, debates entre profissionais relacionados autismo, entre outras. E, além de divulgar, queremos chamar a atenção da sociedade, sobretudos dos nossos governantes”, explica a diretora da ONG Laço Azul, Luiza Coelho.

Luiz lembra que o Laço Azul cresceu bastante nos últimos anos. As ações começaram com caminhadas pequenas e as reuniões aconteciam na casa de amigos. Agora a ONG possui um espaço, com salas, projetos. “O autismo ainda é uma questão que precisa de muito debate, pois existe um preconceito enorme. A inclusão social e escolar está longe de ser a ideal, é preciso debater o acolhimento dos autistas adultos, de residências assistidas que não existem, precisamos falar sobre uma saúde mais especializada, o tratamento, uma equipe multidisciplinar, é preciso batalhar bastante para conscientização e os governantes olharem para a nossa causa”, revela a diretora.

Irmão autista foi o maior incentivo para a criação da organização

As irmãs Luiza Coelho e Karla Coelho estiveram no Legislativo para falar sobre a data e, segundo elas, não existe um censo no Brasil sobre a quantidade de pessoas com autismo. A representante da Organização Não-Governamental (ONG) contou que elas têm um irmão autista e que procuram sempre estudar para melhorar sua qualidade de vida. Foi a partir daí que as irmãs fundaram o Grupo, com o apoio de outras mães.

Segundo Luiza Coelho, todas as crianças portadoras de autismo têm muitas dificuldades na escola e também durante os atendimentos nos hospitais. “As pessoas ignoram as características do autismo, dizendo que são mães de filhos mal-educados, mas é preciso diminuir o preconceito”, afirmou. Luiza ainda comentou que a primeira pergunta dos professores é sempre sobre quando a criança vai parar de ter crises e ter um comportamento típico, normal. “Não existe milagre, apenas uma batalha, os autistas precisam de ajuda, pois não está havendo inclusão escolar”, acrescentou.

A ONG vive com a ajuda de doações, inclusive com a realização de um bazar de roupas e outras peças para conseguir recursos. A representante destacou que uma das lutas é conscientizar a população de que os problemas comportamentais não começam apenas no cérebro, mas também em outras fontes, como a alimentação. A ONG Laço Azul esteve em plenário a convite do vereador Franco Cartafina (PHS). (Marconi Lima)

Arquivo

Irmãs Luiza e Karla Coelho estiveram no Legislativo para falar sobre a data e as atividades do “Laço Azul” 

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