CIDADE

Diretora nega negligência em morte de menino no Hospital da Criança

Publicado em 20/09/2022 às 09:43Atualizado em 18/12/2022 às 02:29
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Em entrevista à Rádio JM, a diretora do Hospital da Criança, Ana Paula Bosi, afirmou que todos os protocolos e medidas de atendimento foram cumpridos no caso de suposta negligência médica do final de semana, que teria resultado na morte de uma criança por pneumonia. Nos últimos dias, as redes sociais foram tomadas por populares indignados com uma possível ingerência do atendimento ao menor.

Ao vivo no programa JM News 1ª Edição, nesta terça-feira (20), Ana Paula Bosi revelou que houve uma reunião entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o corpo de atendimento do Hospital da Criança. Na tratativa, o intuito foi identificar os erros nos protocolos adotados e nas medidas de atendimento da unidade. No final, segundo a diretora, não foi identificado qualquer tipo de irregularidade no prontuário e na assistência à criança, mas ela evoluiu para um caso grave de pneumonia.

“[A reunião] Aconteceu para esclarecer os fatos, para ver o que poderia ter acontecido dentro do hospital, que se suspeitasse de alguma negligência, ou erro médico, para uma perícia. Era mais para demonstrar que dentro dos protocolos tudo foi feito corretamente. Temos agora, se judicializar o caso, tudo em mãos. Não foi detectado nenhum tipo de negligência da forma que foi exposto. A criança chegou às 7h, às 15h ela já foi transferida para o Hospital Escola, acompanhamos o caso com a equipe de lá. Temos um intercâmbio muito bom. E às 21h20 a criança veio a óbito já na UTI, devido à progressão rápida do caso. A pneumonia, que quando chegou no hospital era grande, já tomou conta dos dois pulmões, e a criança teve o choque séptico por uma bactéria, já que o sistema imune dela estava devastado”, explica Ana Paula Bosi.

Ela ainda reforça que todos os empenhos médicos necessários foram tomados, mas esclarece que casos de choque séptico graves, em que mesmo com a realização do tratamento adequado com a reposição de fluidos e antibióticos, a pessoa continua com a pressão arterial diminuída, ainda são uma realidade no Brasil. “Esse caso, lógico que existe perícia, mas o que pudemos apurar lá dentro é que não houve nenhuma negligência. Ela foi atendida por pediatras que estão lá há mais de 30 anos. Todas as medidas e condutas foram tomadas dentro do hospital. Nós sentimos muito essa perda, mas têm coisas que são inevitáveis”, diz.

Durante a pandemia, conforme a diretora, houve uma diminuição no número de casos de pneumonia entre crianças, já que o contato próximo estava regulado. Agora, com a flexibilização das medidas sanitárias, voltou a ser comum o quadro de pneumonia em menores.

Em comunicado encaminhado à imprensa, a Prefeitura de Uberaba informa que “antes da transferência, foi detectada pneumonia bacteriana grave na criança, que evoluiu para insuficiência respiratória e choque séptico. Embora o caso ainda esteja sob apuração, de acordo com Ana Paula, não há que se falar em imperícia, negligência ou omissão de socorro”.

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