CIDADE

Donos de vans fazem manifesto contra a exigência de cadeirinhas

O protesto é contra norma do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que passa a exigir cadeirinhas em todas as vans para o transporte de crianças até sete anos de idade

Publicado em 17/07/2015 às 07:37Atualizado em 16/12/2022 às 23:16
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Foto/Jairo Chagas

Maria Goretti Elias, presidente do Sindicato dos Transportadores de Vans Escolares de Uberaba, mostra a impossibilidade do uso do equipamento

Proprietários de vans escolares realizam hoje manifestação que pode reunir mais de 300 veículos, com saída prevista para as 8h da Univerdecidade. O protesto é contra norma do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que passa a exigir cadeirinhas em todas as vans para o transporte de crianças até sete anos de idade. Os prestadores do serviço alegam que a medida é inviável, uma vez que as cadeirinhas não se adaptam às vans, além de gerar alto custo, inclusive aos pais. Outras cidades no país também devem realizar manifestação hoje.

De acordo com a decisão do Contran, o transporte escolar tem até fevereiro do ano que vem para se adaptar. As crianças até um ano devem usar o bebê conforto. Já a cadeirinha é para quem tem entre um e quatro anos. E o assento de elevação é para crianças de quatro a sete anos. A determinação gera insatisfação dos motoristas de vans em todo país e manifestações estão sendo realizadas para que seja derrubada a normativa.

“Também não aprovamos essa resolução. No Brasil não são fabricadas vans com condições de adaptar as cadeirinhas. Nos nossos veículos, os cintos de segurança são abdominais e é preciso que sejam de três pontas, caso contrário a cadeirinha pode dobrar. Por isto, acredito que é impossível que esta resolução vigore”, explica a presidente do Sindicato dos Transportadores de Vans Escolares de Uberaba (Sintesc), Maria Goretti Elias.

“A justificativa da resolução é a segurança dos passageiros. Porém, somos treinados para dar segurança. A criança é transportada com todo cuidado, tanto é que acidentes com veículos regulares do transporte escolar é índice zero no Brasil. E, além disso, se isso for realmente seguido, diante dos custos, quem deve pagar são os pais. Hoje uma criança de zero a três anos gera um custo de R$150, com a nova norma deverá subir para R$250”, explica.

A manifestação de hoje deve sair às 8h do Parque das Barrigudas, na Univerdecidade, e seguir pela Leopoldino de Oliveira, na região central, de onde, após passar por várias ruas, deve seguir até a Secretaria de Defesa Social e Trânsito (Sedest), da avenida Santana Borges.

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