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Monsenhor Valmir Ribeiro considera a Quaresma um grande retiro espiritual, em que o cristão possa fazer uma reflexão sobre a própria vida
Começa nesta quarta-feira de Cinzas (14), para os católicos, o tempo da Quaresma em preparação à Páscoa, que é a festa da ressurreição de Cristo. Durante o período de 40 dias que antecede a Paixão de Jesus, o cristão é chamado a voltar-se para Deus, de modo especial pelo jejum, pela oração e pela caridade, segundo explica monsenhor Valmir Ribeiro. A igreja aproveita o período também para desenvolver a Campanha da Fraternidade (CF/2018), que este ano vai abordar a questão da violência.
De acordo com monsenhor Valmir, a Quaresma é um grande retiro espiritual, para que o cristão faça reflexão profunda sobre o que importa e impacta na sua vida. Uma ação tradicional, neste período, são as penitências realizadas, que, segundo explica, são atitudes externas que querem reforçar uma questão interna. “Deus não fará nada com as restrições que faço, como a cerveja que não bebo ou a carne que não como. Essas atitudes nos ajudam a entender que é preciso esvaziar-se de si mesmo e preencher-se de Deus”, explica monsenhor Valmir.
Com relação à Campanha da Fraternidade 2018, o evento de lançamento já foi realizado e traz como tema “Fraternidade e Superação da Violência” e o lema “Vós sois todos irmãos”. “Com esse tema, a igreja nos mostra que não precisa ser da forma como que está acontecendo no mundo quanto a violência em seus mais diversos níveis e modos. Não apenas a física, mas também a intolerância, o preconceito, a indiferença, que são formas de violência e tudo isso pode ser superado, uma vez que passa pela ação do homem”, afirma.
O evento de lançamento da Campanha da Fraternidade de 2018 contou com a presença de autoridades ligadas à Segurança Pública e, de acordo com monsenhor Valmir, foi um momento interessante para estabelecer parcerias na ação de combate à violência. “Durante todo o ano vamos desenvolver atividades relacionadas ao tema. Começamos com debates e reflexões e, junto com as entidades afins, como as Polícias Militar e Civil e a Secretaria de Educação, vamos desenvolver um projeto sobre o que é possível fazer para a superação da violência em Uberaba”, finaliza.