Em apenas 18 dias no ar, o 1º Mapeamento LGBTQIAP+ recebeu 322 adesões; número mínimo de respostas para validação estatística. Até às 13h desta segunda-feira (29), 49% das respostas foram de mulheres, lésbicas, solteiras e não moram com suas companheiras. 30% se declaram bissexuais: homens gays e mulheres lésbicas. 55% se disseram homossexuais, mas ainda não foi feita uma distinção entre homossexuais masculinos e femininos.
Alguns dados já foram divulgados, mas ainda a título de informação, já que a 1ª fase da pesquisa irá coletar respostas até o mês de novembro.
Segundo o professor da UFTM, um dos membros da comissão, Rafael De Tilio, alguns fatos chamaram a atenção, a unanimidade das respostas reclamando da saúde de forma geral. "Já precisamos ficar atentos, pois todos reclamaram do atendimento na área da saúde, que não contempla a saúde integral do público LGBTQIAP+," ressaltou. Já o outro ponto mostrado pelo pesquisador é que "grande parcela destes respondentes, principalmente mulheres lésbicas, já sofreu algum tipo violência homofóbica", completou.
A Coordenadora de Políticas LGBT+ do município de Uberaba, Lucimira Reis, ressaltou o comprometimento da comunidade e destacou a expressiva participação das mulheres. "É interessante perceber que no Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, recebamos a informação de que são elas as que mais, responderam ao nosso chamado", ponderou.
Lucimira reforçou que o Formulário do Mapeamento para preenchimento pelo público LGBT+ da cidade de Uberaba ainda continuará aberto. "Queremos conhecer mais sobre esse público. Para isso é fundamental que eles respondam ao questionário", enfatizou.
O questionário está no link: https://forms.gle/Pb3byZLNgT4SfrCw6. Não é necessário se identificar, colocando dados pessoais, como foto, CPF ou identidade.