Departamento de Posturas está de olho em terrenos baldios e casas abandonadas. Neste período do ano a preocupação da comunidade quanto às condições destes locais aumenta bastante, principalmente por conta de sujeira, objetos que podem armazenar água e se tornar criadouros do mosquito da dengue. Assim como a reportagem do Jornal da Manhã, o setor de Posturas recebe diariamente diversas solicitações para que os fiscais visitem imóveis e apliquem as penalizações cabíveis, obrigando o proprietário a fazer a limpeza.
Atualmente existem no município 17 mil imóveis considerados lotes e no ano de 2013 o Departamento de Posturas emitiu mil multas, sendo que algumas são reincidentes, representando menos de 6% do conjunto de terrenos da cidade. E é justamente essa a preocupação, mesmo com a ação dos fiscais aplicando multas, o proprietário não cumpre a obrigação.
“Se o proprietário não limpa o terreno, o transtorno só vai aumentando. Além do mato que não para de crescer, as pessoas começam a jogar lixo. Para os vizinhos, isso é um incômodo muito grande, pois, além da preocupação com a dengue, da possibilidade de ter objetos que acumulam água, e o surgimento de animais peçonhentos, há também a insegurança. O local, em alguns casos, serve de esconderijo”, explica o chefe do Departamento de Posturas, Renê Inácio de Freitas.
Entre os trabalhos realizados pelo setor, os terrenos baldios e as residências abandonadas pelos proprietários são, atualmente, o maior ponto de reclamação nas solicitações diárias. As preocupações da comunidade são várias, não se restringem à dengue, existem também a insegurança e a possibilidade de aumentar a sujeira e o local se tornar um lixão.
Quanto às residências, hoje há cerca de 70 imóveis nesta situação, sendo que estão totalmente abandonados, sujos, com mato, e servem de esconderijo ou abrigo para invasores. Entre os locais mais emblemáticos estão prédios localizados em regiões de grande movimento, como na avenida Dr. Fidélis Reis, em frente de um hipermercado; outro na avenida Guilherme Ferreira, que abrigava um supermercado, e, ainda, na avenida Leopoldino de Oliveira, próximo ao estádio Uberabão, que também era um supermercado.
“No caso dos prédios e residências abandonadas, pedimos a ajuda do cidadão para que nos comunique para que seja possível melhorar a situação e até punir o proprietário, se necessário, pois em alguns casos a fachada não demonstra que o local foi abandonado. Busquem o Departamento de Posturas que vamos tentar solucionar ou amenizar este incômodo à população”, afirma Renê, ressaltando que o atendimento a uma reivindicação demora em média 48 horas.