Pelo segundo mês consecutivo Uberaba registra saldo negativo de emprego e no mês de junho foram fechadas 1.131 vagas de trabalho na cidade. Dados foram divulgados ontem no Caged
Pelo segundo mês consecutivo Uberaba registra saldo negativo de emprego e no mês de junho foram fechadas 1.131 vagas de trabalho na cidade. Os dados foram divulgados ontem no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em junho, a cidade gerou 3.612 novos empregos, porém, registrou 4.743 demissões no mesmo período. Os números seguem a mesma tendência do mês de maio, quando houve 3.866 admissões contra 4.802 demissões, que resultam em saldo negativo de 936 vagas de trabalho. No acumulado do ano, o saldo é negativo de 809 vagas de emprego.
O setor que mais demitiu foi o da construção civil, com 1.425 desligamentos contra 628 novas empregos, o que representa saldo negativo de 797 vagas no mês passado. Em seguida, o maior número de demissões ocorreu no setor do comércio, com 814 novas vagas contra 943 demissões, totalizando saldo negativo de 129 postos de trabalho. Já a indústria da transformação registrou 535 admissões contra 645 desligamentos, contabilizando saldo negativo de 110 vagas. A agropecuária também não foi bem na geração de empregos em Uberaba. Em junho, foram 254 novas vagas, mas, outras 330 demissões, o que representa saldo negativo de 76 postos de trabalho.
Em 2015, a cidade já perdeu 809 vagas enquanto nos últimos doze meses, o saldo negativo é de 331 postos de trabalho.
Panorama nacional. Em junho, Minas Gerais gerou 9.746 empregos, o que equivale a um crescimento de 0,26% em relação ao mês de maio. Este foi o maior número registrado entre os estados brasileiros. O crescimento está relacionado ao setor da agropecuária, cujo saldo positivo de 26.730 novos postos superou a queda do emprego nos setores da indústria de transformação (-6.923 postos), construção civil (-6.359 postos), comércio (-1.905 postos) e de serviços (-1.520 postos).
No Brasil, houve variação negativa de 0,27% em relação ao mês anterior, com redução de 111.199 postos de trabalho. Esse resultado foi menor que maio, quando foram suprimidas 115.599 vagas de empregos formais. Por outro lado, a agricultura supera os outros setores na geração de empregos, com 44.650 novos postos de trabalho, ou seja, crescimento de 2,83%.