Estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica, Elétrica e de Produção da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), coordenados pelo professor doutor Marcos Massao Shimano, participam da 20ª Competição Baja SAE Brasil - Petrobras, de 13 a 16 de março, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba, São Paulo. O grupo, batizado de Equipe Zebu Baja UFTM, projetou e construiu um dos 22 carros off-road que serão avaliados por engenheiros da indústria.
O grupo de alunos se classificou para esta etapa nacional em julho de 2013, durante provas realizadas em Sarzedo (MG), quando tiveram de competir com 29 equipes de universidades pertencentes a cinco estados brasileiros. Agora, o objetivo é aliar segurança, robustez e conforto de carros off-road produzidos por universitários de engenharia. Ao todo, a competição reunirá 72 equipes, sendo que 11 delas irão representar Minas Gerais. São cerca de mil estudantes de engenharia, de 66 instituições de ensino, de 18 Estados brasileiros e do Distrito Federal. As três equipes que alcançarem as melhores pontuações na soma das provas poderão representar o Brasil na Baja SAE Rochester, em Nova Iorque, nos EUA.
Campeã, a equipe Baja UFMG, da Universidade Federal de Minas Gerais, é composta por 21 integrantes. A equipe Zebu Baja, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, conta com 27 estudantes. Os diferenciais do carro estão na incorporação de sistema de eletrônica embarcada on board. “O piloto terá mais de sete informações em um display LED em tempo real e isso facilitará a tomada de decisões e a comunicação com a equipe”, conta o capitão Marcionílio Francisco Bolina Pereira, aluno do 4º ano de Engenharia de Produção. Para manter o sistema em funcionamento nas provas de maior duração foi instalado um painel solar de 5W no carro.
Os Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos, para uso fora de estrada, com quatro ou mais rodas, motor padrão de 10HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90m de altura e até 113,4kg de peso. Os sistemas de suspensão, transmissão, freios e o chassi são desenvolvidos pelos próprios estudantes, que são orientados por professores das instituições de ensino que representam e aprendem sobre atendimento de prazos, busca de suporte financeiro para viabilizar o projeto e custeio de despesas, entre outras tarefas do mercado de trabalho.