Candidatura do engenheiro civil Antônio Soares Mendonça à eleição do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais (Crea-MG) foi indeferida. O motivo se deve à não-aceitação de requerimento de licença remunerada do candidato enquanto durar o processo eleitoral. No entanto, apoiadores acreditam que a maior causa é por se tratar de profissional do interior.
Para Mendonça, diante da ilegalidade que representa o ato, resta a oportunidade de impetrar recurso administrativo e mandado de segurança junto à Justiça Federal, o que será feito ainda hoje dentro do prazo legal. “Acredito que a campanha representa o diferencial, conseguimos demonstrar nossa força e começaram as retaliações.”
Mendonça ainda ressalta que a candidatura representa um momento único ao longo de 77 anos do Crea, uma vez que se trata de profissionais do interior. “No que se refere a candidatos do interior do Estado, toda dificuldade é colocada no caminho.”
No entanto, o engenheiro pontua que o problema não divide o Estado, pois a chapa tem apoio de profissionais tanto do interior quanto da capital, em virtude do conjunto de propostas. Entre elas estão a integração do sistema educacional com o de fiscalização profissional, que, para ele, não tem a importância merecida, e ainda a reforma administrativa, reconhecendo e privilegiando o trabalho das inspetorias, uma vez que elas representam a porta de entrada.
Apesar do que ocorreu, Mendonça acredita que vai reverter a situação, por se tratar de ilegalidade, e cabe à Justiça determinar isso, analisando os fatos. Segundo Mendonça, o indeferimento foi colocado fora do prazo, que já havia se esgotado.
As eleições para o Crea acontecem em 8 de novembro em todos os Estados e também para o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea). Seis nomes foram inscritos para disputar a presidência do Crea-MG, sendo quatro deles impugnados.