Entre as propostas feitas por membros da diretoria do Instituto de Engenharia e Arquitetura estão a construção de estacionamentos e bicicletários próximos aos terminais
Foto/Arquivo
Engenheiros enumeram, entre os problemas, a existência de desníveis e vãos entre as plataformas de embarques
Integrantes da diretoria do Instituto de Engenheira e Arquitetura do Triângulo Mineiro (IEATM) realizaram visita técnica em terminais e subestações do sistema de transporte coletivo BRT/Vetor. A comitiva observou que o sistema possui bom escoamento, limpeza, ônibus novos e usuários relativamente satisfeitos. Contudo, os integrantes apontaram algumas necessidades relacionadas ao acesso de deficientes.
Durante a visita, os engenheiros do instituto sugeriram a construção de estacionamentos para veículos e bicicletas próximos aos terminais, bem como sincronização dos semáforos. Além disso, destacaram a ausência de sistema de som nos terminais, para deficientes visuais, e de informações dos pontos e avisos dentro do vetor sobre paradas para deficientes auditivos.
Fizeram parte da comitiva dois engenheiros com deficiência. Eles são cadeirantes e tiveram dificuldades para fazer uso do sistema de forma rápida, eficiente e sem que corressem riscos. Por isso, sugeriram uma revisão na implantação do transporte especial para deficientes porta a porta e apontaram a existência de desníveis e vãos entre as plataformas de embarque, o que cria risco. Também destacaram a necessidade de sinalização para que o usuário não permaneça próximo à porta. Enfim, para o IEATM, o sistema atende ao propósito original de retirar os veículos individuais da região central, porém, precisam de melhorias.
Por sua, vez o superintendente de Transporte Coletivo, Claudinei Nunes, explica que todas as sugestões serão analisadas. “Dentro da Secretaria de Planejamento ainda existem projetos para implantação de melhorias nos terminais. Estamos colocando nos terminais o piso tátil e também iremos instalar o som; as informações serão dadas aos usuários dentro do que é possível, pois são muitas linhas que vão até os terminais, mas existe um setor de informações que pode ajudar o usuário”, explica Claudinei.
Quanto ao desnível, o superintendente informa que existe uma plataforma manual para que o cadeirante passe com segurança, basta solicitar. “Foi importante essa visita dos engenheiros, fizeram colocações pontuais e estamos atentos a essas sugestões”, finaliza Claudinei.