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Entrega de loteamento sem energia revolta moradores

João Fábio Sommerfeld
Publicado em 03/08/2011 às 22:05Atualizado em 19/12/2022 às 23:01
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Os moradores do Residencial Guilherme Borges de Oliveira, próximo ao Jardim Califórnia, estão revoltados com a falta de energia elétrica. Ouvidas pelo Jornal da Manhã, as pessoas afirmam que o problema vem se arrastando por muito tempo.

A dona-de-casa Poliana Gouveia Costa mora há mais de nove meses no bairro. Ela fala que comprou o terreno há mais de um ano e que a construtora prometeu instalar a rede elétrica em 60 dias, após a compra do mesmo. Entretanto, nada aconteceu. “Eu vou à construtora e reclamo. Eles falam que eu tenho que ter paciência. Mas até quando? Meus filhos estiveram internados no Hospital da Criança e não pude tomar banho em casa, porque aqui não tem chuveiro”, desabafa. Para o banho, ela explica que esquenta a água no fogão a lenha. Para manter os alimentos conservados na geladeira, a dona-de-casa usa a energia elétrica da vizinha da rua de cima, de forma improvisada. “Nós queremos luz. Da mesma forma que eles têm o direito de receber as prestações, nós temos o direito de ter a luz dentro da nossa casa”, ressalta.

De acordo com o comerciante Osvaldo Santos Lopes, os moradores cansaram de ir à construtora e de reclamar na concessionária de energia elétrica. “A Cemig fala que o prefeito tem que abrir a rua. Colocar pelo menos o meio-fio, que eles vão passar a rede mestra, para distribuir no bairro”, reclama. O outro vizinho, Jorge Miranda, lembra que entrou em contato com a central da empresa, em Uberlândia, solicitando a ligação. “Veio um carro do terceirizado. Falaram que tinha que pagar uma taxa para eles, porque aqui não tem poste. Não tem como ligar. Nós fizemos o pedido de ligação”, destaca.

Na rua acima da casa de Poliana, o aposentado Luiz Gonzaga Bueno conseguiu a instalação da rede elétrica. Nesta via, apenas duas casas contam com ligação. “Nós conseguimos por meio da solicitação na Cemig. Não sabemos por que as outras pessoas não estão conseguindo. Eu acho que eles estão fazendo pouco caso. Todos têm direito a luz”, pondera.

A presidente da Associação de Moradores do bairro, Elizabeth, fala que a loteadora pagou para a prefeitura instalar o sistema de transmissão de energia. “Eu ligo na prefeitura e eles falam que estão ligando. O descaso é enorme. As pessoas estão sofrendo”, observa. Ela complementou sobre os perigos enfrentados pelos moradores devido à falta de iluminação, como os assaltos e incêndios que podem ser provocados pelas velas.

Procurada pela reportagem, a construtora disse que a área está localizada em uma zona de interesse social. Por isso, cabe ao Projeto Clarear, desenvolvido pela Cemig, instalar a rede elétrica. Segundo a construtora, as pessoas que estão procurando a empresa estão recebendo a iluminação dentro do prazo determinado pela Cemig, que é de 120 dias.

Na prefeitura, de acordo com as informações do assessor especial de Gabinete, Ildeu Menezes, o loteamento foi aprovado em agosto de 2010 e o proprietário assinou a garantia hipotecária, o que garante entregar o residencial com toda infraestrutura em até dois anos.

Já a Cemig informou que qualquer empreendimento na área urbana de Uberaba deve apresentar toda infraestrutura, que é de responsabilidade do loteador providenciar.

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