Está se tornando rotina todas as segundas e sextas-feiras ver as Unidades de Pronto-Atendimento lotadas. Com enorme fila, a pessoa chega a ficar horas a espera de atendimento
Está se tornando rotina todas as segundas e sextas-feiras ver as Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) lotadas. Com enorme fila, a pessoa chega a ficar horas a espera de atendimento, entretanto, o secretário de Saúde, Valdemar Hial, volta a ressaltar que o problema não é a falta de médico e sim um equívoco dos usuários em buscar uma UPA para atendimento ambulatorial.
Para exemplificar, de acordo com o secretário somente na UPA Abadia, no mês de janeiro de 2011, na ala verde – atendimentos que também podem ser feitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) –, cerca de sete mil pacientes ambulatoriais foram consultados, por outro lado, na ala vermelha – urgência e emergência – apenas 116 pacientes foram atendidos em um mês. Assim, Hial volta a ressaltar que as UPAs são atendimentos de urgência e emergência, caso contrário, a melhor escolha é procurar por uma UBS.
“Realmente toda segunda o movimento é maior, mas temos que ser realistas, grande parte das pessoas que vão às unidades neste dia é em busca de atestado médico por conta do fim de semana. Estamos implantando o Protocolo de Manchester, uma classificação de risco em que as pessoas são atendidas por ordem da gravidade, não por chegada às UPAs, por isso as pessoas ficam esperando por horas, pois temos de atender primeiro aos casos mais graves”, explica o secretário.
A partir de amanhã, as UPAs terão novo protocolo de acolhimento com classificação de risco para atender os pacientes. O sistema faz parte do Programa Nacional de Humanização do Ministério da Saúde. As pessoas que procurarem atendimento nas UPAs vão passar por uma análise prévia da enfermagem. O profissional classificará o caso em uma das quatro situações: azul, não urgente; verde, pouco urgente; amarelo, urgente, e vermelho, emergência absoluta.
Entretanto, quando questionado sobre a necessidade da construção de mais uma UPA, visto que grande parte dos atendimentos é ambulatorial, Hial justificou dizendo que uma unidade é construída a partir do número habitacional da cidade. “Estamos construindo uma UPA de porte três e cada uma corresponde a um número de habitantes que vai de 200 mil até 300 mil, compatível à nossa realidade.”