
Comandante da 5ª da PM em Uberaba, coronel Carlos Frederico Otoni (Foto/Reprodução)
Recém nomeado como novo chefe de Gabinete Militar de Minas Gerais, o comandante da 5ª região da PM em Uberaba, coronel Carlos Frederico Otoni Garcia, respondeu aos questionamentos da Rádio JM sobre erros de tipificação criminal nas ocorrências registradas. Ele admitiu que as situações acontecem, mas ponderou que representam parcela mínima do total e são insignificantes nos balanços de diminuição/aumento de crimes.
Em entrevista ao JM News 1ª Edição, nesta quinta-feira (19), o coronel Carlos Otoni comentou sobre as atividades desempenhadas pela Polícia Militar de Minas Gerais e valorizou o efetivo da corporação. “Gostaria de destacar que os policiais que trabalham e passam despercebidos deixam suas casas, deixam famílias, para poder servir à sociedade. Estão correndo o risco de não voltar para casa. Não sabemos, a partir do momento em que colocamos a farda, o que vamos encontrar. Por isso o policial está pronto para tudo”, ressaltou.
No entanto, há discursos sobre a margem de erro de policiais no momento de tipificar a ocorrência. Por exemplo, casos de furtos seriam registrados como roubos para incorporar a % de queda de crimes violentos e valorizar a atuação da PM. Na visão do novo chefe de Gabinete Militar, essa parcela é insignificante.
“Ao longo da minha vida profissional, pude ver que há sim erros de registros. Mas em todos eles entendemos que o policial militar não errou puramente. Se eu transformar esses registros incorretos em corretos, isso não representa 1% do montante que eu tenho. Se eu tenho 20% de redução em um crime, esse percentual não muda de acordo com a insignificância de erros. Quem se utiliza desse argumento desconhece o trabalho e é injusto com a PM”, pondera Frederico Otoni.
Ele explicou que há um setor da Polícia Militar específico para apurar as amostragens de ocorrências e uma auditoria é feita para identificar os erros de tipificação dos crimes. “Para não maquiar a ocorrência”, ilustrou o comandante.