Os funcionários da empresa coleta seletiva foram flagrados recolhendo centenas de livros para o lixo reciclável
Os funcionários da empresa Coleta Seletiva e Transportes foram flagrados ontem na Escola Municipal Santa Maria recolhendo centenas de livros, ensacados e soltos, para o lixo reciclável. A denúncia foi encaminhada ao Jornal da Manhã por um morador do bairro Santa Maria, que ficou assustado pela quantidade de exemplares que estavam sendo depositados no caminhão e o estado do material, que ainda se encontra com boa qualidade. Ele encaminhou fotografias à redação.
A informação foi recebida com estranheza pela assessora de Educação Ambiental, Daniela Fuchs, que também é responsável pelo serviço de coleta seletiva da prefeitura. Sem saber por qual motivo a escola estaria descartando os livros para reciclagem, Daniela disse: “O livro, enquanto existe qualidade, deve ser aproveitado ao máximo para estudos”.
A situação foi esclarecida pela subsecretária de Educação, Mara Bóscolo, explicando que a escola tomou a decisão baseada em Resolução do Ministério da Educação, que determina sobre a utilização dos livros do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. A resolução autoriza a escola dar o destino que achar viável aos livros depois de três anos.
Segundo Mara, a diretora da escola, Valéria Salgado dos Santos Cruz, encontrou os livros em questão num cômodo em más condições, com mais de três anos de utilização, e era preciso dar um destino mais adequado ao material, sendo que vários deles não tinham qualquer condição de uso. “A diretora tomou a decisão a partir da aprovação da Secretaria de Educação. E aqueles que tiveram condições de ser aproveitados foram. Quanto aos que não estavam em boa qualidade, foi dado outro destino”, explica Mara. Ela acrescenta ainda que para tomar a decisão consultou também a Superintendência de Ensino.
A diretora da escola disse que os livros estavam no local há bastante tempo. O cômodo estava mofado, e a melhor situação foi destinar este material à coleta seletiva. Para finalizar, Mara disse que se os livros foram repassados para a coleta, é porque foi o melhor destino, e a intenção não é desfazer de algo que pode ser aproveitado, entretanto, revelou que nos quatro anos em que está no posto de subsecretária de Educação, nunca se deparou com situação semelhante.