Equipe do Corpo de Bombeiros Militares realiza atividades nas oito escolas do campo, atingindo cerca de mil alunos
Problema ambiental comum nesta época do ano são as queimadas, que trazem consequências drásticas. Por isso, uma parceria entre a Prefeitura de Uberaba, por meio da Secretaria de Educação, e o Corpo de Bombeiros Militar, promove palestras sobre educação ambiental, com foco nos incêndios, em oito escolas municipais do campo.
Nesta quinta-feira (12), a partir das 8h, as equipes visitarão as escolas municipais Totonho de Morais e José Marcus Cherém. Durante toda a semana, participam da atividade cerca de mil alunos da rede municipal, dentre eles, os Agentes de Meio Ambiente.
Projeto
O comandante do 8º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Uberaba, Ten. Coronel Anderson Passos, conta que, devido às ocorrências frequentes de queimadas, a equipe elaborou um projeto e buscou a parceria de vários segmentos para a multiplicação do trabalho de combate. Neste primeiro momento, as escolas do campo são o foco, pois são regiões onde acontecem o maior número de casos. “Fizemos um mapeamento e estamos percorrendo as regiões mais afetadas, com o objetivo de, aos poucos, conscientizar as pessoas, pois 99% das causas de incêndios florestais acontece pela ação humana”, enfatiza.
Incêndios florestais
Segundo ele, a definição de “incêndios florestais” envolve qualquer tipo de queimadas (como em matas, terrenos baldios e lixos). “Não adianta termos mil homens trabalhando no combate e termos mil e um homens ateando fogo na vegetação. É preciso se conscientizar de que não é um mero acidente, mas uma ação humana que precisa ser combatida”, afirma.
Origens
As ocorrências são de diversas origens: jogar restos de cigarro jogados ainda acesos, atear fogo em terrenos baldios e lixos e ações de vandalismo. As queimadas são responsáveis por danos sérios à fauna e flora e à saúde das pessoas, além de poder causar acidentes com rede elétrica ou nas rodovias onde o fogo atrapalha a visão dos motoristas. Por isso, a intenção é trabalhar com crianças e adolescentes, que serão, automaticamente, multiplicadores de informações e “fiscais” dentro da comunidade em que vivem.