A nova Rua do Comércio pode funcionar com participação direta dos próprios permissionários na gestão e manutenção do espaço depois da conclusão das obras. O modelo ainda está em discussão pela Prefeitura e poderá envolver a organização dos comerciantes em uma associação. Além disso, o valor atualmente cobrado pelo uso dos espaços deverá sofrer reajuste.
As informações foram apresentadas por Érika Cunha, da Unidade de Gerenciamento de Projetos (UGP) do Desenvolve Uberaba, durante entrevista ao Pingo do J, da Rádio JM, nesta quinta-feira (27).
Questionada se a mudança para a nova estrutura deverá aumentar o custo para os comerciantes, Érika confirmou que haverá alguma elevação no valor. Segundo ela, a Prefeitura trabalha com diferentes secretarias para chegar a uma cobrança considerada adequada e também regularizar a situação dos permissionários.
A representante da UGP afirmou que há casos de inadimplência nos pagamentos cobrados pelo Município pelo uso do espaço público e que essa situação está sendo tratada no processo de reorganização da Rua do Comércio.
“Vai aumentar um pouco”, respondeu Érika ao ser questionada sobre o impacto financeiro para os permissionários. Segundo ela, estudos estão sendo realizados em conjunto por diferentes áreas da administração antes da definição do novo valor.
Outro ponto em discussão é quem ficará responsável pela gestão cotidiana da estrutura depois da reforma. Durante a entrevista, foi levantada a possibilidade de organização dos próprios permissionários para administrar aspectos do espaço, inclusive a manutenção dos novos banheiros. Érika confirmou que essa é a linha em estudo e mencionou a formação de uma associação para uma gestão compartilhada e mais qualificada.
A discussão acrescenta um novo elemento ao modelo de funcionamento da Rua do Comércio. Neste mês, a secretária de Desenvolvimento Social, Anna Maia, já havia informado ao JM que a Prefeitura estudava alterações na administração do espaço após a revitalização, inclusive com possibilidade de transferência da condução da Sedes para a área de Desenvolvimento Econômico. Na ocasião, custos, critérios de permanência e formato definitivo ainda não estavam fechados.
Também está em debate a diversificação do comércio oferecido no local. Érika afirmou que houve conversa com o Sebrae para disponibilizar treinamento e capacitação aos permissionários interessados em ampliar ou modificar a oferta de produtos.
Segundo ela, o espaço vinha sendo caracterizado principalmente pela comercialização de óculos e produtos importados e a expectativa é aproveitar a nova configuração para ampliar as opções. A reforma prevê novos banheiros e estrutura de convivência, e a UGP trabalha inclusive com a possibilidade de instalação de atividades como bar ou choperia no futuro.
A Prefeitura autorizou nesta semana o início das obras da nova Rua do Comércio, que substituirá o antigo Camelódromo na avenida Doutor Fidélis Reis. O contrato é de R$ 2,47 milhões e prevê 38 módulos comerciais permanentes, além de urbanização, acessibilidade, novos sanitários e reforma das estruturas existentes. O prazo contratual é de oito meses.
Apesar das discussões já em curso, ainda não estão definidos o novo valor a ser pago pelos permissionários nem o formato jurídico e operacional da eventual associação responsável pela gestão do espaço.