Espuma esbranquiçada na água do córrego Caçú, próximo à rodovia BR-050, é motivo de preocupação por parte de moradores da região. A reportagem do Jornal da Manhã recebeu relatos de que o fenômeno poderia estar relacionado a uma contaminação, o que foi negado pelos órgãos de fiscalização ambiental.
De acordo com um dos denunciantes, a espuma branca é semelhante a produtos de limpeza e teria sido flagrada pela primeira vez em junho deste ano, mas retornou em outubro. O morador acusa uma fábrica de latas de alumínio, instalada próxima ao local, de ser a responsável por uma possível contaminação. O caso foi alvo de monitoramento pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e pela Polícia Militar ainda no primeiro semestre.
Em resposta aos questionamentos da reportagem, o biólogo da Semam Paulo César Franco explicou que a espuma é formada por uma substância não tóxica utilizada pela empresa para manutenção do maquinário. Ele descarta contaminação do rio e esclarece que não houve constatação de dano ambiental.
No entanto, a fábrica havia sido notificada a reparar o problema ainda em junho. Com a nova denúncia, será realizada outra fiscalização na segunda-feira (21) para identificar possíveis erros de operação e uso da substância, segundo a Semam.
Ao Jornal da Manhã, a empresa informou que "atende rigorosamente a legislação ambiental vigente, estando atenta às suas responsabilidades com o meio ambiente. Quando solicitada, presta as informações e os esclarecimentos cabíveis às autoridades competentes".