CIDADE

Estiagem aumenta preços de alimentos e riscos de queimadas

Com o período de estiagem prolongada, produtores rurais devem se preparar para não ter prejuízos com o tempo seco e as queimadas

Geórgia Santos
Publicado em 19/08/2011 às 20:28Atualizado em 19/12/2022 às 22:46
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Com o período de estiagem prolongada, produtores rurais devem se preparar para não ter prejuízos. O tempo seco e as queimadas trazem problemas para o produtor. Por outro lado, segundo o presidente do Sindicato Rural, Rivaldo Machado, a situação está tolerável. Até o momento, os produtores ainda não sofreram com o tempo seco.

No ano passado, o período de seca castigou os produtores, atrasando a plantação e impedindo a engorda dos animais. “A situação este ano ainda não é drástica, somente os pastos que estão secos, mas ainda é possível driblar o problema. A previsão é de que, se a umidade do ar continuar baixa, sem chuvas, os produtores poderão ter complicações”, afirma Rivaldo.

A única solução para que o produtor evite prejuízos é com a chegada das chuvas. Caso contrário, com o tempo quente e a diminuição do fornecimento de água, com as nascentes começando a secar, o animal pode emagrecer por falta de pastagem. Essa situação traz reflexos ao consumidor, pois reduz a oferta de alimentos e, consequentemente, quando a procura é maior que a oferta, a tendência é de alta de preços.

Entretanto, o grande problema que os produtores enfrentam hoje é com as queimadas desenfreadas, que trazem danos ao produtor, pois o fogo adentra a propriedade rural e queima máquinas, mata animais, além de provocar acidentes na rodovia. No ano passado, o Sindicato Rural desenvolveu um projeto junto a Universidade Federal do Triângulo Mineiro, o Ministério Público, Codau, Corpo de Bombeiros e o Instituto Estadual de Floresta, para reduzir o número de queimadas.

“A intenção é fazer a queimada controlada para não atingir áreas de preservação ambiental e a propriedade rural. O produtor, acompanhado pela Brigada de Incêndio, queima somente o mato que está no espaço entre sua propriedade e a rodovia. Isso evita que haja foco de incêndio e que se alastre para todo o local”, explica Rivaldo.

O projeto foi usado no ano passado, com a aprovação das entidades, e teve um bom resultado. Para este ano, ainda é preciso a aprovação do Ibama. A solicitação já foi encaminhada ao órgão, mas o sindicato não teve nenhum posicionamento até agora.

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