Foto/Neto Talmeli
Evento envolvendo alunos e comunidade movimentou a praça Comendador Quintino
Dia Mundial do Rim foi lembrado ontem, dia 10 de março, com ações de prevenção, na praça Comendador Quintino. A data tem o intuito de alertar a população sobre os cuidados necessários para evitar doenças dos rins, que são silenciosas e quando descobertas podem estar em estágio avançado. Neste ano, o foco principal foram as crianças.
O evento foi organizado pela Associação da Casa da Diálise/Instituto de Hemodiálise e Transplante Renal de Uberaba e entre as ações desenvolvidas houve a distribuição de panfletos, aferição de pressão arterial, teste para diabetes, e crianças das escolas próximas à praça foram até o local e receberam algumas orientações da equipe, haja vista que a prevenção deve começar na infância.
O médico nefrologista Vilmar de Paiva Miguel explica que as pessoas devem observar alguns sinais e realizar exames frequentes para evitar doenças renais. “As principais causas são diabetes e pressão arterial. Além disso, temos as nefrites, doenças de má-formação do trato urinário entre outras situações. Quem se encontra nessas condições de saúde deve ficar atento às questões renais”, destaca.
Já o nefrologista Alcino Reis Mendes revela que o número de pacientes com doenças renais crônicas está aumentando em todo o país. As pessoas não estão atentas aos sinais para evitar que a doença surja e se torne grave. “Observamos um aumento de casos de doenças renais crônicas devido ao crescimento de pessoas que apresentam as principais causas dessas doenças. Portanto, se as pessoas não se tratarem e evitar alguns alimentos como o uso abusivo de enlatados, congelados, embutidos – produtos com grande quantidade de sódio, gordura e açúcar em sua composição –, poderão desenvolver doenças causadoras dos problemas renais”, destaca Alcino.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, no país há diferenças regionais importantes na incidência e prevalência das Doenças Renais Crônicas, com maior frequência nas regiões Sul e Sudeste, em detrimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Além disso, na maioria das vezes o diagnóstico é tardio e incompleto.